Vítimas do Plano Piloto caíram em golpe de deepfakes de famosos.
As medicações eram apresentadas como “Erectazil” e “Erec Power”; o esquema foi desarticulado em operação da PCDF

A quadrilha especializada em usar deepfakes para dar credibilidade e vender medicações falsas contra a disfunção erétil aplicou o golpe em vítimas no Plano Piloto (DF). Na ocasião, as medicações, que eram apresentadas como “Erectazil” e “Erec Power”, foram vendidas e entregues a residentes da área central capital.
Coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a operação, batizada de Ilusão Digital, foi deflagrada nessa segunda-feira (17/8). A ação teve como objetivo desarticular um grupo criminosos que usava vídeos forjados por inteligência artificial de jornalistas e cantores para vender os medicamentos ilegalmente.
Segundo as diligências, os deepfakes eram postados em redes sociais. Nos vídeos, os “famosos” relatavam estarem com problemas de disfunção erétil e traziam a recomendação do produto vendido ilegalmente.
“Os criminosos, então, construíam anúncios e propagandas falsas com a utilização da imagem de pessoas famosas, e, as vítimas, por acreditarem e darem credibilidade a esses anúncios, acabavam por adquirir esses produtos medicamentosos”, ressaltou o delegado-chefe João Guilherme.
O Metrópoles apurou que alguns dos famosos que tiveram as imagens veiculados são os cantores Almir Sater e Fagner e o jornalista Alexandre Garcia.
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De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), os medicamentos vendidos não tiveram a natureza constatada, assim como os componentes de tais produtos.
“Nós avançaremos nessa investigação para verificar a natureza desses produtos, se eles trazem malefícios à população e se eles poderiam ser comercializados ou se essas pessoas tinham autorização para tanto. Isso será objeto de apuração”, acrescentou o delegado.
No mandato de busca e apreensão cumprido, foram apreendidas caixas dos medicamentos vendidos ilegalmente. Também foram encontrados chips de celulares que eram utilizados para contatar as vítimas.
A depender da conclusão investigativa, os autores poderão responder pelos crimes de qualificado por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica, cuja penas máximas, se somadas, podem chegar até 28 anos de reclusão.



