Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Distrito Federal

PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência

Coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a operação, batizada de Ilusão Digital, cumpriu mandados em Guarulhos

18/08/2026 07:55, atualizado 18/08/2026 09:41
Imagem cedida ao Metrópoles
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nessa segunda-feira (17/8), uma operação contra uma quadrilha que utilizava deepfakes – vídeos forjados por inteligência artificial – para aplicar golpes. Segundo as diligências, o grupo criminoso se apropriava do recurso tecnológico para vender medicações falsas contra a disfunção erétil.

Coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), a operação, batizada de Ilusão Digital, cumpriu mandatos de busca e apreensão no endereço de um dos suspeitos do grupo, em Guarulhos (SP).

Receba no seu email as notícias de Metrópoles DF

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

De acordo com as investigações, a quadrilha divulgava os deepfakes em redes sociais de jornalistas e cantores. O Metrópoles apurou que alguns dos famosos que tiveram as imagens veiculados são os cantores Almir Sater e Fagner e o jornalista Alexandre Garcia.

Nos vídeos, os “famosos” relatavam estarem com problemas de disfunção erétil e traziam a recomendação do produto vendido ilegalmente.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF

“Os criminosos, então, construíam anúncios e propagandas falsas com a utilização da imagem de pessoas famosas, e, as vítimas, por acreditarem e darem credibilidade a esses anúncios, acabavam por adquirir esses produtos medicamentosos”, ressaltou o delegado-chefe João Guilherme.

As medicações, que eram apresentadas como como “Erectazil” e “Erec Power”, foram vendidas e entregues a vítimas do Plano Piloto (DF). No entanto, os medicamentos vendidos não tiveram a natureza constatada, assim como os componentes de tais produtos.

“Nós avançaremos nessa investigação para verificar a natureza desses produtos, se eles trazem malefícios à população e se eles poderiam ser comercializados ou se essas pessoas tinham autorização para tanto. Isso será objeto de apuração”, acrescentou o delegado.

No mandato de busca e apreensão cumprido, foram apreendidas caixas dos medicamentos vendidos ilegalmente. Também foram encontrados chips de celulares que eram utilizados para contatar as vítimas.

PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - destaque galeria
3 imagens
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - imagem 2
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - imagem 3
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - imagem 1
1 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - imagem 2
2 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles
PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência - imagem 3
3 de 3

Imagem cedida ao Metrópoles

A depender da conclusão investigativa, os autores poderão responder pelos crimes de qualificado por meio eletrônico, comercialização ilegal de medicamentos e falsidade ideológica, cuja penas máximas, se somadas, podem chegar até 28 anos de reclusão.

PCDF mira deepfake de famosos para vender remédio contra impotência