Vídeo mostra momento em que padrasto acusado de matar menina 1 ano é preso. Assista
Menina de 1 ano e 3 meses morreu após dar entrada em UPA com hematomas em diferentes estágios de evolução em 25 de outubro

Um vídeo mostra o momento em que João Carlos Pereira da Costa, 23 anos, padrasto de Alice Fraga Delgado de Oliveira, menina de 1 ano e 3 meses morta supostamente pelo suspeito, é preso nesta sexta-feira (6/11). A prisão foi realizada pela 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), responsável pela investigação do caso.
João Carlos é suspeito de provocar a morte da enteada, ocorrida em 25 de outubro. A criança morreu após dar entrada em uma unidade de pronto atendimento (UPA) em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência pelo corpo.
Entenda o caso
- Em 13 de outubro, a menina foi levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, posteriormente, ao Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante os atendimentos, profissionais de saúde identificaram lesões no corpo da criança.
- Diante da situação, o Conselho Tutelar de Samambaia solicitou à Justiça, com base na Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), o afastamento de Alice da mãe, do padrasto e da babá. A legislação prevê medidas protetivas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.
- O pedido, no entanto, foi negado em 22 de outubro. Três dias depois, em 25 de outubro, Alice morreu após dar entrada em uma unidade de pronto atendimento (UPA) em parada cardiorrespiratória e com sinais de violência. Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), a menina apresentava hematomas que aparentavam estar em diferentes estágios de evolução.
Pai será assistente de acusação
A família paterna de Alice considerou a prisão do padrasto um “passo importante rumo à verdade” e afirmou que pretende buscar a responsabilização de todos os envolvidos na morte da menina, inclusive de quem possa ter contribuído para o desfecho por omissão. O pai, Antônio Arlen Lourenço Fraga, também pretende pedir habilitação como assistente de acusação para acompanhar o inquérito e a futura ação penal ao lado do Ministério Público.
“Como ascendente da vítima, o pai de Alice solicitará habilitação como assistente de acusação para acompanhar o inquérito e a futura ação penal, colaborando com a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A defesa também aguarda a conclusão do laudo de exame cadavérico pelo Instituto de Medicina Legal (IML).”
A defesa também destacou a gravidade dos elementos reconhecidos na certidão de óbito, que registra como causas da morte hemorragia aguda, hemopneumotórax, politraumatismo e ação contundente.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF“Os hematomas encontrados em diferentes estágios de evolução reforçam a necessidade de investigar se Alice foi vítima de agressões reiteradas, e não de um episódio isolado.”, afirmou a defesa.
A condição permite que o pai participe do processo, apresente provas, solicite diligências e acompanhe audiências. Os advogados também disseram que aguardam a conclusão do laudo de exame cadavérico pelo Instituto de Medicina Legal (IML).

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Frequência de envio: Diário
Ver todasPor fim, a nota menciona o pedido de afastamento de Alice da mãe, do padrasto e da babá, feito pelo Conselho Tutelar de Samambaia e negado pela Justiça três dias antes da morte. A defesa afirmou que pretende esclarecer todas as circunstâncias que antecederam o óbito.
“A defesa buscará o completo esclarecimento de todas as circunstâncias que antecederam a morte, inclusive a apuração da responsabilidade de quem quer que tenha concorrido para o resultado, por ação ou por omissão”, diz o comunicado.






