Vídeo mostra audiência judicial em que mulher foi sequestrada; assista
A mulher foi sequestrada na segunda (31/3) e participou de uma audiência judicial nesta terça-feira (1º/4) ao lado do suspeito
atualizado
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A mulher que participou de uma audiência judicial virtual como vítima de violência doméstica enquanto era sequestrada pelo agressor mostrou o suspeito durante a sessão. A audiência ocorreu nesta terça-feira (1°/4). Um vídeo mostra o momento em que os representantes do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do Distrito Federal (os três na foto em destaque) perceberam que a vítima estava ao lado do suspeito.
De acordo com a Polícia Militar (PMDF), o sequestro ocorreu na segunda-feira (31/3), no Recanto das Emas. Durante a audiência, em que o sequestrador respondia como réu por agredir a vítima, uma servidora do TJDFT chegou a perguntar onde a mulher estava. Em certo momento, a vítima conseguiu filmar o suspeito no banco ao lado dela.
Veja:
A intenção do homem seria “guiar” o depoimento dela. A PMDF foi acionada pelos participantes da audiência. O Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) conseguiu localizar o veículo em que os dois estavam. O suspeito foi preso na DF 457, em Samambaia.
Veja o momento da abordagem:
Defesa
Em nota enviada ao Metrópoles nesta segunda-feira (28/4), a defesa do acusado nega que tenha havido sequestro e afirma que o homem só estava no carro junto à vítima “por não ter sequer noção da implicação prática de seus atos” devido a um quadro de esquizofrenia.
“A própria justiça, após receber toda a documentação médica do Sr. Cleber [o acusado], ordenou que fosse instaurado o Incidente de Insanidade Mental, o qual tem a finalidade de avaliar a sua capacidade intelectual e cognitiva”, diz o advogado Fábio de Oliveira. Fábio afirmou à reportagem que a perícia ainda não foi feita, mas que o indivíduo “já tem laudo médico público e já é aposentado pela doença mental”.
A nota diz ainda que a mulher sempre soube do quadro de saúde mental do rapaz e que eles conviviam “sem qualquer sinal de coação ou violência”.
