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Distrito Federal

Homem sequestra vítima de violência durante audiência judicial virtual

O sequestro ocorreu enquanto a mulher participava de uma audiência on-line sobre uma violência doméstica cometida pelo sequestrador

01/04/2025 21:14, atualizado 28/04/2025 21:11
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Getty Images
Foto de mulher com mãos em vidro. Dados mostram aumento no número de estupros - Metrópoles

Uma mulher foi sequestrada enquanto participava de uma audiência on-line junto à Justiça do Distrito Federal sobre um caso de violência doméstica. Enquanto falava com o juiz responsável, a vítima foi sequestrada pelo homem que já havia a agredido e seria o réu da audiência em andamento.

Segundo informações preliminares da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), pouco antes de a audiência começar, nesta terça-feira (1º/4), o homem colocou a mulher dentro do carro dele. A intenção seria “guiar” o depoimento dela.

Quando a sessão virtual começou, os dois já estavam dentro do veículo.

Apesar disso, a mulher teria conseguido mostrar o sequestrador na câmera por um breve momento, o que levou as autoridades que participavam da audiência a entender a situação.

A PMDF foi acionada e o Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) conseguiu localizar o veículo em que os dois estavam. O suspeito foi preso na DF 457, em Samambaia. Veja o momento da abordagem:

Defesa

Em nota enviada ao Metrópoles nesta segunda-feira (28/4), a defesa do acusado nega que tenha havido sequestro e afirma que o homem só estava no carro junto à vítima “por não ter sequer noção da implicação prática de seus atos” devido a um quadro de esquizofrenia.

“A própria justiça, após receber toda a documentação médica do Sr. Cleber [o acusado], ordenou que fosse instaurado o Incidente de Insanidade Mental, o qual tem a finalidade de avaliar a sua capacidade intelectual e cognitiva”, diz o advogado Fábio de Oliveira. Fábio afirmou à reportagem que a perícia ainda não foi feita, mas que o indivíduo “já tem laudo médico público e já é aposentado pela doença mental”.

A nota diz ainda que a mulher sempre soube do quadro de saúde mental do rapaz e que eles conviviam “sem qualquer sinal de coação ou violência”.

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