Vídeo: entregador de aplicativo sofre acidente de bicicleta em bueiro do DF

Diego Rodrigues realizava uma entrega pela Uber Eats quando caiu no buraco de um bueiro e se feriu. Câmera flagrou o acidente

atualizado 16/09/2020 18:08

Entregador de app machucado e bueiro da CaesbArquivo pessoal

Um entregador do aplicativo Uber Eats caiu no buraco de um bueiro e se feriu na noite do último sábado (12/9). Diego Rodrigues Chaves, de 27 anos, sofreu o acidente de bicicleta na QSD 3, em Taguatinga, enquanto estava a caminho de entregar um lanche.

Ao Metrópoles, o trabalhador da categoria informou que começou o emprego na Uber Eats em 1º de setembro. No sábado, ele estava saindo de uma lanchonete em Águas Claras para levar um hambúrguer e duas latas de refrigerante a um cliente em Taguatinga.

Ao descer a via, que fica próxima ao Taguatinga Shopping, ele não viu o buraco ao redor do bueiro, caiu e capotou com a bicicleta. Segundo Diego, a rua estava “muito escura”.

“A minha roda travou quando caí, então capotei e me machuquei todo. Por conta disso, precisei cancelar a entrega. Falei com o cliente e avisei que estava acidentado, que então ele pedisse o reembolso. Depois, fui ao hospital e precisei levar pontos na boca”, narra.

Uma câmera de segurança da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que fica em frente à rua, flagrou o momento do acidente. Após cair, Diego recebeu ajuda de populares que passavam de carro no local e testemunharam a queda.

Confira abaixo:

Diego conta que o médico que lhe atendeu no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) passou um atestado de sete dias, a contar do último domingo (13/9). Portanto, ele só poderá trabalhar novamente a partir do dia 20. Como é autônomo, o jovem relata não saber como irá se sustentar agora que ficará pelo menos uma semana sem receber.

“Eu tive que cancelar aquela entrega que fazia e, então, não ganhei nada. Agora, ainda estou sem trabalhar. Eu precisava receber algum suporte do Estado, mas não consigo ajuda de ninguém”, lamenta.

Em um vídeo que gravou após a queda, o entregador de app mostra os ferimentos que o acidente deixou em seu rosto e a situação do bueiro instalado no local.

O que diz a Uber

Em nota enviada à reportagem, a Uber informou que “lamenta o acidente que feriu o entregador parceiro”. A empresa disse ainda que está em contato com Diego “para prestar a assistência necessária”.

“Todas as viagens na plataforma são cobertas por um seguro APP para acidentes pessoais que pode ser utilizado em casos como esse”, acrescentou a empresa.

De acordo com a Uber, em caso de acidentes, o seguro dá a motoristas e usuários, em cada viagem, as seguintes coberturas:

  • Morte acidental: R$ 100 mil;
  • Invalidez permanente total ou parcial por acidente: até R$ 100 mil dependendo do grau de perda ou redução funcional do membro afetado;
  • Despesas Médicas Hospitalares e Odontológicas: até R$ 15 mil de reembolso.

Entretanto, o caso de Diego não se enquadra em invalidez por acidente, uma vez que ele não teve perda ou redução funcional de membros. Questionada, portanto, se iria dar algum auxílio financeiro ao trabalhador durante os sete dias que ele precisará ficar afastado, a Uber informou que pagará somente as despesas médicas que ele teve. Segundo Diego, ele gastou apenas R$ 15 com remédios.

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O que diz a Caesb

Procurada, a Caesb informou, por meio de nota, que “entrou em contato com o senhor Diego Rodrigues, apresentou seu pedido de desculpas e se colocou inteiramente à disposição do trabalhador”. A empresa também afirmou que já houve o reparo no local onde aconteceu o acidente.

“A Caesb tem atualmente 17 mil quilômetros de redes de água e esgoto em todo o Distrito Federal. O local do acidente é um Poço de Visita utilizado para a realização da manutenção das redes. A Caesb ressalta que faz manutenções periódicas nos poços quando identificado algum problema pela empresa ou por terceiros; e esclarece ainda que a causa principal do deslocamento da tampa do poço é o intenso fluxo de veículos sobre a rede”, finalizou.

Iluminação na via

O Metrópoles procurou também a Companhia Energética de Brasília (CEB) para verificar a situação da iluminação na área. De acordo com a CEB não falta iluminação pública na avenida. “A infraestrutura de iluminação do local está dentro dos padrões normativos da Companhia.”

“O trecho compreendido entre a Av. Comercial e Av. Samdu tem 11 braços com luminárias em postes de distribuição e mais dois postes de 16 metros cada um com duas luminárias”, disse, em nota.

Após a publicação desta reportagem, a companhia enviou uma equipe até o local para averiguar o estado das lâmpadas dispostas na região, e constatou que não há pontos queimados na via.

“As equipes de manutenção de iluminação pública da CEB trabalham 24 horas por dia, nos 7 dias por semana, em ações preventivas e corretivas. Inclusive nos últimos 30 dias foi realizada uma ação preventiva na Via da QSD. Posterior a isso não recebemos nenhum chamado com informações de pontos apagados. Ressaltamos que a população pode abrir os chamados através do call center 116, opção 4”, completou o órgão.

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