Via-Sacra: fiéis se emocionam ao pagar promessas no Morro da Capelinha. Veja vídeo
A maior parte dos fiéis subiu o Morro da Capelinha de joelhos; cura e saúde são os principais motivos de intercessão e agradecimento
atualizado
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Emoção e devoção são as palavras que mais descrevem o pagamento de promessas da Via-Sacra no Morro da Capelinha, em Planaltina (DF). Na manhã desta Sexta-feira Santa (3/4), fiéis deslocaram-se cerca de 3 km em um morro íngreme em direção à cruz, alguns de joelho, com o único combustível, a fé.
O evento reuniu dezenas de católicos, todos com um propósito diferente. Alguns agradeciam a cura de uma doença grave, outros pediam por saúde. A maioria fazia o trajeto de joelhos em representação à resiliência, à força e à gratidão por Cristo e Nossa Senhora.
Tatiane Pereira Pacheco, de 43 anos, foi uma das devotas. Ajoelhada, a mulher foi agradecer e renovar os pedidos. A gratidão foi pela cura do filho de 21 anos, que ficou entre a vida e a morte após ser entubado. “Ele estava no trabalho, teve várias convulsões e precisou ficar internado”, conta. Ela lembra que sempre perguntava aos médicos se o filho iria sobreviver. “Eles não sabiam me responder, diziam que só Deus na vida dele”.
Ela contou que também pediu pela saúde da irmã, diagnosticada com câncer. Essa não foi a primeira vez que a mulher pediu a intercessão divina. Ao Metrópoles, ela revelou que já havia cumprido outra promessa antes, quando ficou paralítica da duas pernas. “Voltei a andar no mesmo dia”. Apesar da dificuldade, ela completou o trajeto emocionada: “Achei que não fosse conseguir, mas consegui!”
Outra história emocionante é de Maria de Lourdes da Cruz Lima, 56. Veterana, essa é a terceira vez que ela subiu o Morro da Capelinha. Mesmo com apenas 22% do coração em funcionamento e aguardando na fila por um transplante, ela subiu com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, o que ela classificou como milagre.

“Antes eu não falava, minha voz era muito fraca, minha respiração falhava. Eu não conseguia nem tomar banho sozinha, passava muito mal, minha filha que me ajudava”, conta. “Eu achava que esse ano não ia conseguir subir, mas os médicos me liberaram, então é uma alegria muito grande que eu sinto, graças a Deus”.
O religioso Hélio Araújo, 37, diz que todo ano vai ao Morro da Capelinha em momento de reflexão e agradecimento. Dessa vez, ele foi agradecer a cura por um problema nos rins. Ele precisou retirar um dos órgãos. “Eu tinha esse problema há 20 anos. Fiz uma cirurgia ano passado que teve complicações e precisei refazer. Hoje estou curado e só tenho a agradecer!”.
Hélio admite que, no início da subida, pensou que não iria conseguir completar, mas a resposta veio na fé em Deus: “Ele nunca nos dá um fardo que não consigamos carregar”.
Ele aproveitou para destacar a importância da Via-Sacra. “É um momento de oração. Jesus foi crucificado, então para quem é católico é a ocasião para nos apegarmos mais a Deus, ver o que estamos fazendo de errado e corrigir. Muitas vezes corremos atrás das coisas e nos esquecemos de quem nós deu a vida, Jesus”.
O estudante Dennis Martins, 28, contou que, dessa vez, foi apenas agradecer. Acompanhado da filha pequena e da madrinha, ele foi para expressar a gratidão por Deus sobre “todas coisas que ele nos proporciona”. Dennis achou a subida desafiadora, porém não tinha dúvidas de que conseguiria finalizar o percurso, pois estava na presença divina.
“Achei a subida de joelhos extremamente difícil, mas quando a pessoa quer, ela consegue, principalmente quando está com Jesus”.
Além da peregrinação dos fiéis, a manhã contou com a realização de uma missa. A Celebração da Cruz está marcada para as 15h. Na sequência, às 16h, se inicia a tradicional Via-Sacra do Morro da Capelinha.
















