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Distrito Federal

Vendas no Noroeste e Samambaia fazem mercado de imóveis no DF crescer 46%

Após os efeitos negativos decorrentes da pandemia do novo coronavírus até abril, o setor voltou a ganhar força na capital do país

20/12/2020 04:51, atualizado 20/12/2020 10:17
RunStudio/Getty Images
Investimento em imóvel

O mercado imobiliário no Distrito Federal bateu o recorde de vendas no mês de outubro de 2020. Após os efeitos negativos decorrentes da pandemia do novo coronavírus até abril, o setor tem confirmado, no fim deste ano, crescimento real em relação a 2019.

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) ficou em 8,8% no segmento residencial para o mês mencionado. Comparado ao mesmo período de 2019, o número de imóveis vendidos cresceu 46% na capital do país, o que configura o sexto recorde quebrado este ano.

O Noroeste, com 80 unidades comercializadas, puxa a fila das cidades mais procuradas por quem deseja a casa própria. A região administrativa é seguida por Santa Maria (62) e Samambaia (47).

Entre janeiro e outubro de 2020, ocorreram 31 lançamentos no chamado Valor Geral de Lançamentos (VGL), o que resultou na marca de R$ 2,267 bilhões arrecadados.

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Somente no segmento residencial, foram quatro novos prédios de moradia e 320 unidades comercializadas. São imóveis novos, na planta, em construção e prontos para ocupação.

“Esse crescimento tem sido uma tendência do ano de 2020, a partir do mês de maio. Logo após o início da pandemia, houve uma queda significativa, com aquela insegurança toda. Passados 2 meses, o mercado retornou”, afirmou o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi-DF), Eduardo Aroeira.
Motivações

Para ele, baseado em pesquisas da Ademi e de outras entidades, a primeira causa para o crescimento exponencial nas vendas é que a taxa de juros está no mínimo histórico. “Ou seja, o financiamento com os juros baixos faz com que as prestações caibam no bolso da população. As pessoas podem adquirir apartamento”, disse.

Além disso, Aroeira ressalta que a pandemia exigiu que as pessoas ficassem mais em casa. “O que aconteceu? As pessoas passaram a valorizar mais o imóvel como fundamental para a qualidade de vida. Desde maio, por exemplo, tem se tornado comum o aumento na venda de coberturas, apartamentos com varanda. Tem sido essa a tendência”, destacou.

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O mercado está aquecido devido à baixa da Selic
De acordo com a pesquisa, 320 novos imóveis foram comprados em outubro
Feira será inaugurada no Sudoeste
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Feira será inaugurada no Sudoeste

Daniel Ferreira/Metrópoles
O mercado está aquecido devido à baixa da Selic
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O mercado está aquecido devido à baixa da Selic

Maskot/Getty Images
De acordo com a pesquisa, 320 novos imóveis foram comprados em outubro
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De acordo com a pesquisa, 320 novos imóveis foram comprados em outubro

Daniel Ferreira/Metrópoles
Em obra

Além disso, a pesquisa de opinião e informação realizada pela Ademi e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), baseando-se no IVV, apontou que, em outubro, 81,2% dos imóveis comercializados no Distrito Federal estavam em obra.

O comportamento reforça a confiança do comprador quanto ao momento para buscar a casa própria. “Esse público aproveita a combinação virtuosa do ambiente econômico, com a taxa de juro básico da economia (Selic) no seu menor patamar histórico, com estímulos adotados por instituições financeiras que reduziram os juros e aumentaram o limite para financiamento imobiliário em meio à pandemia”, diz o levantamento.

“O momento é oportuno para quem deseja comprar imóveis. Os lançamentos movimentam o mercado com novos produtos e os preços têm demonstrado tendência de alta. Seja para investir ou para morar, quem demorar a decidir vai perder boas oportunidades”, alerta o vice-presidente do Sinduscon-DF, Adalberto Valadão Júnior.

A pesquisa IVV de outubro mostra que o maior volume de vendas no DF foi registrado nas regiões do
Noroeste (80 unidades), de Santa Maria (62 unidades) e de Samambaia (47 unidades).