Vaquinha para tratar cachorro baleado supera meta em poucas horas

Casal dono do animal foi morto a tiros nesta segunda-feira (15/2). Baleado, cachorro da raça shih-tzu sobreviveu aos disparos

atualizado 15/02/2021 21:50

Reprodução

Em poucas horas, as policiais militares responsáveis pela vaquinha para custear o tratamento do cachorro baleado na tarde desta segunda-feira (15/2), no Riacho Fundo 2, conseguiram arrecadar todo o valor necessário.

“Ficamos muito surpresa. Foram muitas doações, de R$ 1,50 até R$ 200”, conta a soldado Alexandra Rodrigues. A meta era arrecadar R$ 1.750 para pagar duas cirurgias: na boca e no tórax.

“Já recebemos R$ 5 mil. Com esse valor, poderemos não só pagar as intervenções, mas todos os remédios e os cuidados necessários até ele ter um novo lar”, explicou a policial. De acordo com ela, os veterinários sinalizaram que o animal pode ter sequelas permanentes por conta dos ferimentos.

“O que sobrar nós vamos doar para uma ONG que cuide de animais. Queremos que esse esforço das pessoas para ajudar o cachorro chegue a outros animais que também precisam”, disse.

Os donos do cãozinho da raça shih-tzu, Thiago Duarte Neto, 24 anos, e Talita Souza Mendonça, 23, foram seguidos até em casa, na QN 16 do Riacho Fundo 2, e mortos durante emboscada no meio da rua. Um trio de homens ainda não identificados disparou ao menos 20 vezes contra o carro do casal, matando os jovens imediatamente.

O cachorro foi encontrado ferido pelos policiais militares que atenderam a ocorrência. O animal de estimação estava dentro do carro, no colo de Talita.

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Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que a brutal execução do casal seja resultado de um acerto de contas. Segundo a perícia no local, os autores disparam aproximadamente 20 vezes contra o veículo para matar o casal: cápsulas que estavam no chão foram recolhidas.

“Eles chegavam em casa e estavam sendo seguidos por um carro. Os autores desceram do veículo e atiraram nos dois”, descreveu o delegado Marcelo Guerra, da equipe de Preservação de Local de Crimes Violentos da PCDF.

“Os trabalhos [da perícia] incluem busca por identificação digitais, fazer posição dos disparos, procurar câmeras ao redor, tudo para compreender as dinâmicas dos fatos”, explicou o delegado.

De acordo com as primeiras apurações policiais, a arma usada no duplo homicídio é uma pistola calibre 9 mm. Conforme o delegado Marcelo Guerra, há suspeita de que os supostos três autores do crime tenham ligação com o grupo criminoso Comboio do Cão, que atua no DF.

“Acreditamos que sim, pelo jeito que os tiros foram disparados, de rajada (disparos em sequência). Essa é a marca do Comboio do Cão”, informou o policial.

“Pode ser acerto de contas entre facções rivais. Há informações preliminares de que a vítima do sexo masculino integrava uma facção rival (o Comando Vermelho). Mas como as investigações ainda estão em andamento, só ao final podemos precisar os motivos e como ocorreu o crime”, declarou Marcelo Guerra.

 

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