PM recolhe doações para operar cão baleado com os donos no DF

Cãozinho da raça shih-tzu estava no colo da dona na hora em que carro dos tutores foi alvejado por ao menos 20 disparos. Casal morreu

atualizado 16/02/2021 13:37

Reprodução

Thiago Duarte Neto, 24 anos, e Talita Souza Mendonça, 23, foram seguidos até em casa, na QN 16 do Riacho Fundo 2, e mortos durante emboscada no meio da rua, nesta segunda-feira (15/2). Um trio de homens ainda não identificados disparou ao menos 20 vezes contra o carro do casal, matando os jovens imediatamente. Contudo, policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram um sobrevivente, em estado grave, dentro do veículo: o cão de estimação da dupla, que estava no colo de Talita no momento do crime.

Trata-se de um cãozinho da raça shih-tzu (foto em destaque). Ele levou um tiro na mandíbula e precisará passar por cirurgia. Uma vez que o procedimento custará R$ 1.750, policiais militares que atenderam a ocorrência decidiram recolher doações para arcar com os custos do procedimento.

“Nós chegamos no local e vários populares estavam em volta do carro. Quando conseguimos isolar a cena, eu fui fotografar para lançar na ocorrência, me aproximei e vi que o cachorrinho estava respirando. Aí, retiramos ele de dentro do carro e levamos para uma clinica veterinária”, contou a soldado Alessandra Rodrigues, da PMDF.

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De acordo com a soldado Alexandra, o animal não corre risco de morte, mas necessita da cirurgia. “Ele está sedado, medicado e passará pela operação. Por isso, precisamos arrecadar esse valor”, disse.

Quem puder ajudar, pode doar qualquer valor pelo PIX:

028.221.921-89

Alessandra Rodrigues Batista

052.225.721-61

Lizandra França de Souza Silva

Investigação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) suspeita que a brutal execução do casal seja resultado de um acerto de contas. Segundo a perícia no local, os autores disparam aproximadamente 20 vezes contra o veículo para matar o casal: cápsulas que estavam no chão foram recolhidas.

“Eles chegavam em casa e estavam sendo seguidos por um carro. Os autores desceram do veículo e atiraram nos dois”, descreveu o delegado Marcelo Guerra, da equipe de Preservação de Local de Crimes Violentos da PCDF.

“Os trabalhos [da perícia] incluem busca por identificação digitais, fazer posição dos disparos, procurar câmeras ao redor, tudo para compreender as dinâmicas dos fatos”, explicou o delegado.

De acordo com as primeiras apurações policiais, a arma usada no duplo homicídio é uma pistola calibre 9 mm. Conforme o delegado Marcelo Guerra, há suspeita de que os supostos três autores do crime tenham ligação com o grupo criminoso Comboio do Cão, que atua no DF.

“Acreditamos que sim, pelo jeito que os tiros foram disparados, de rajada (disparos em sequência). Essa é a marca do Comboio do Cão”, informou o policial.

“Pode ser acerto de contas entre facções rivais. Há informações preliminares de que a vítima do sexo masculino integrava uma facção rival (o Comando Vermelho). Mas como as investigações ainda estão em andamento, só ao final podemos precisar os motivos e como ocorreu o crime”, declarou Marcelo Guerra.

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