
"Vamos continuar informando o número correto", diz Celina após votos com 22.
A candidata também afirmou que gostaria de ter vencido as eleições no 1º turno para "resolver" questões do BRB
05/10/2026 19:07, atualizado 05/10/2026 19:33

A governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), reuniu-se, na tarde desta segunda-feira (5/10), com representantes dos partidos da coligação Propósito e Ação. O encontro serviu para definir os próximos passos da campanha rumo ao segundo turno das eleições ao Governo do Distrito Federal (GDF), marcado para 25 de outubro.
Ao ser questionada sobre as expectativas para o segundo turno, a candidata afirmou que os erros de digitação na urna foram determinantes para a existência dele.
“O eleitor se confundiu muito de votar no 22 para governador, nosso número é o 11. Foram 26 mil votos para governador no número 22, nós nem teríamos segundo turno se essas pessoas tivessem se atentado a isso. Hoje eu recebi muito feedback disso, muita gente ligando, falando que a urna estava errada. Não era que a urna tava errada, porque realmente não tinha, né? O número estava errado. E acho que nesse segundo turno é isso, continuar mostrando o nosso trabalho, mostrando o nosso número correto”, disse.
A fala aconteceu depois de o Metrópoles mostrar que mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal anularam o voto para governador ao digitarem o número 22 na urna eletrônica. O 22 é o número do Partido Liberal (PL), que não teve candidato próprio ao GDF neste primeiro turno. A legenda, no entanto, fez parte da coligação da governadora, que utiliza o número 11 na urna. Celina ficou a 168 votos de decidir a disputa no primeiro turno.
BRB
Já sobre o Banco de Brasília (BRB), que passa por uma situação delicada após envolvimento com o Banco Master, a candidata afirmou que sua vitória no primeiro turno era aguardada para resolver essas questões que ela acredita ter viés político. Segundo Celina, o GDF mantém conversas com organismos internacionais sobre o banco.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFAs tratativas, de acordo com ela, estão sob sigilo, mas a expectativa é de um desfecho positivo. A governadora disse ainda que o segundo turno é uma demonstração política de que é “muito melhor votar” nela do que na esquerda, e que considera maior hoje a expectativa de vitória de Flávio Bolsonaro na eleição. Para ela, o alinhamento da direita nos âmbitos distrital e federal é positivo e pode criar uma situação política melhor para a solução do caso.
“Sobre o BRB, estamos conversando com organismos internacionais. Inclusive, há tratativas que estão sob sigilo, mas esperamos chegar a uma conclusão positiva. Se vocês me perguntassem por que eu tinha a expectativa e queria sair mais rápida no primeiro turno, eu diria que era pelo BRB. Eu sei que existe uma questão muito política no que estão fazendo. E agora há uma demonstração política de que é muito melhor votar na gente do que na esquerda, porque hoje a expectativa de vitória do Flávio [Bolsonaro] é muito maior. Há um alinhamento da direita tanto no âmbito distrital quanto no federal, e acredito que isso pode ser positivo, inclusive para criar uma situação política melhor e ajudar a solucionar essa questão”, afirmou.

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Ver todasAlianças rumo ao segundo turno
Sobre alianças para conquistar a vitória no segundo turno, Celina Leão afirmou que ligou para o candidato Kiko Caputo (Novo) e o convidou para um café a fim de conversar sobre um possível apoio, já que ela e o candidato dividem o mesmo campo ideológico.
“Hoje eu liguei para o Kiko, falei com ele no telefone. O Kiko é uma pessoa de direita. Ficamos de tomar um café. Então é isso, a gente vai conversando com as pessoas. Eu acho que Brasília vai se alinhar do lado certo”, afirmou.
Participaram da reunião nesta segunda-feira as senadoras eleitas no primeiro turno Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL). Os deputados Victor Jansen e Thiago Manzoni também estiveram presentes.
Entre os representantes de partidos, compareceram Manoel Arruda (União Brasil), Wellington Luiz (MDB), Joaquim Mauro Silva (Republicanos), Cristian Viana (Podemos), Pablo Valente (PRD), Júnior Moreira e Dr. Everardo Gueiros (Solidariedade), Izaquiel Souza (DC), Rogério Campos (Mobiliza), Natália Miranda (Democrata), Paulo Octavio (PSD) e Eduardo Pedrosa (União).



