UnB terá aulas 100% on-line no próximo semestre letivo

Reunião feita na quinta-feira definiu que as atividades da universidade serão realizadas de forma remota, exceto as das áreas da saúde

atualizado 15/01/2021 9:14

UnBRafaela Felicciano/Metrópoles

Diante do cenário de aumento dos casos de contaminação pelo novo coronavírus, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade de Brasília (UnB) decidiu que o próximo semestre letivo será realizado de forma remota. A exceção fica por conta das disciplinas práticas da área da saúde, que poderão ocorrer de forma presencial, mediante autorização da coordenação de cada curso.

Em reunião na quinta-feira (14/1), os membros do conselho definiram que as atividades do próximo período de aula, referente ao segundo semestre letivo de 2020, que começa em 1º de fevereiro, ocorrerão em formato on-line. Em dezembro, o colegiado havia indicado que a instituição manteria o funcionamento a distância, mas se programou para reavaliar a situação em janeiro, com o objetivo de ter um retrato mais fiel do panorama epidemiológico.

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Integrante do Comitê Gestor do Plano de Contingência em Saúde da Covid-19 da UnB (Coes) e professor na universidade, Wildo Navegantes, da Faculdade UnB Ceilândia, destacou a situação da pandemia. “Se o Distrito Federal repetir o cenário vivido na primeira onda de infecções, vamos refletir mais tardiamente o que está ocorrendo agora em estados como Ceará e Amazonas”, alertou.

O docente destacou, ainda, a posição da categoria de professores na fila para receber o imunizante. Segundo os educadores, eles estão no último grupo prioritário indicado no Plano Nacional de Vacinação, com previsão para atendimento de julho a agosto. Os estudantes, uma vez que são, em grande maioria, jovens, devem ser os últimos a receberem as doses.

Desde o início da pandemia, o DF registrou 262.222 infecções e 4.399 óbitos em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram 11 mortes e 766 novos casos. A média móvel de óbitos por Covid-19 na capital federal subiu para 8,9, na quinta-feira (14/1). Na comparação com o indicador apurado há 14 dias, houve queda de 12,7%, o que mostra redução na quantidade de mortes.

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