UnB: professores mantêm indicativo de greve e anunciam nova assembleia
Nova rodada de negociação do MGI, marcada para esta quarta-feira (19/8), deve definir se Universidade entra em greve ou não.

Os professores da Universidade de Brasília (UnB) decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (18/8), não dar início a greve. A categoria, no entanto, manteve o indicativo — aprovado desde maio deste ano.
Os docentes decidiram esperar por uma nova rodada de negociação, que deve acontecer já nesta quarta (19/8), entre a categoria e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). A Associação dos Docentes da Universidade (ADUnB) informou que “a deliberação sobre deflagração de greve pode ser pautada em assembleia posterior, conforme os desdobramentos da negociação”.
Os professores consideram que a última proposta do MGI teve avanços, mas ainda está distante do que eles reivindicam.
Dentre as propostas apresentadas pelo ministério na última sexta (14/8) estão:
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF- Absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios sobre o valor da URP, que atualmente é o percentual aplicado devido ao Termo de Providências Acauteladoras, documento de instauração da mesa de negociação;
- Pagamento da URP para docentes que ingressaram na UnB até dezembro de 2025, com retroativo às respectivas datas de entrada;
- Não incidência da absorção nas promoções e progressões concedidas até 31 de março de 2026 que tiveram os efeitos financeiros efetivados em abril, com restituição dos valores absorvidos;
- Formalização de documento do MGI e da Advocacia-Geral da União (AGU), no Termo de Acordo, em relação aos descontos indevidos efetuados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na URP de aposentados, com o objetivo de reverter este processo.

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Ver todasO maior desentendimento entre a categoria e o órgão é em relação a absorção da Unidade de Referência de Preços (URP), valor que é repassado aos professores desde 1989 e que foi absorvido do salário dos salários em maio de 2026. Por esse motivo, a possibilidade de uma greve não foi descartada, mas, até o momento, a ADUnB decidiu manter o diálogo com a pasta.
“Professoras e professores da UnB seguem em luta pelo recebimento da URP para toda a categoria. Buscam o reconhecimento das promoções e progressões como acréscimos remuneratórios que qualificam e valorizam a carreira docente, não sendo passíveis de absorção”, diz trecho de nota da Associação.



