Uma semana após latrocínio, corpo de locutor é enterrado no interior da BA

Carlos Brandão de Oliveira foi assassinado por demorar a entregar celular a ladrões

atualizado

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1 de 1 homem - Foto: Facebook/Reprodução

O corpo do locutor Carlos Brandão de Oliveira (foto em destaque), 27 anos, foi enterrado nessa quinta-feira (7/1) no município de Dias d’Ávila (BA). Ele foi vítima de latrocínio (roubo seguido de morte) próximo a uma igreja do Distrito Federal, em Taguatinga, em 1º de janeiro.

Familiares passaram por uma verdadeira saga para conseguir transportar os restos mortais de Carlos até a cidade natal: uma longa viagem de ônibus seguida de busca por ajuda financeira para custear a ida do caixão para a Bahia. “Minha mãe está muito abalada. Isso tudo foi muito para ela”, diz Vera Lúcia Brandão, irmã da vítima.

Ela agradeceu mais uma vez aos leitores do Metrópoles que ajudaram a família a conseguir pagar todos os custos de passagem e da funerária. “Foi muita ajuda, as pessoas ligando e pedindo a conta. A dona do lugar onde ele trabalhava também nos ajudou. Eu só tenho a agradecer”, comenta.

A partir de agora, a família aguarda que os investigadores encontrem os responsáveis pela morte de Carlos. “Acreditamos na justiça. Estamos de longe, mas esperamos ter a informação de que os criminosos serão presos”, destaca Vera Lúcia.

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Carlos era locutor e vendedor ambulante
Uma equipe da PMDF foi acionada para atender a ocorrência
Crime ocorreu próximo a igreja
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Carlos era locutor e vendedor ambulante
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Carlos era locutor e vendedor ambulante

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Uma equipe da PMDF foi acionada para atender a ocorrência
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Uma equipe da PMDF foi acionada para atender a ocorrência

Foto: Myke Sena/ Esp. Metrópoles
Amigo testemunhou execução

Carlos foi assassinado após demorar a entregar o celular. Segundo Fabrício Gomes, 28, amigo dele que também foi assaltado, os dois passaram a noite de Ano-Novo juntos, comemorando.

Por volta das 5h, eles decidiram descer do apartamento onde estavam e procurar algum comércio que já estivesse aberto, para comprar mais uma caixa de cerveja. “Não achamos nada e decidimos passar na casa onde minha mulher estava. Falei com ela e fomos voltando”, relata.

Conforme conta Fabrício, eles viraram a esquina de uma rua onde ficam vários ônibus estacionados e foram surpreendidos por dois homens armados saindo de trás de um dos veículos. “Falaram para a gente deitar no chão e passar o celular. Eu joguei logo o meu no chão e fiquei parado, mas vi que os outros dois ainda demoraram a entregar”, lembra.

Os assaltantes ficaram impacientes e deram uma coronhada em Carlos, para que ele fosse rápido. Poucos segundos depois, houve o tiro. “Eu só ouvi o assobio e fui olhar. Eles saíram correndo e o Carlos ainda ficou agonizando, mas acabou morrendo depois”, lamenta. O outro amigo também foi atingido no braço.

Carlos trabalhava como locutor na Feira dos Goianos, em Taguatinga, e era ambulante nas horas vagas. De acordo com Fabrício, era uma pessoa muito boa. “Alegre. Passamos a noite juntos, rindo bastante e depois acontece isso”, diz, inconformado.

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