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Distrito Federal

Trio que tentou matar morador de rua no DF tem prisão mantida

Crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (10/6), quando a vítima foi agredida com socos, chutes, pedradas na cabeça e golpes de faca

Fernanda Cavalcante12/06/2026 23:25
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Reprodução
Trio que tentou matar morador de rua no DF tem prisão mantida

A Justiça do Distrito Federal converteu em prisão preventiva o flagrante de três homens suspeitos de tentar matar uma pessoa em situação de rua no Recanto das Emas (DF). A decisão foi tomada pelo Núcleo Permanente de Audiência de Custódia (NAC) do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) durante audiência realizada nesta quinta-feira (11/6).

A agressão ocorreu na madrugada de quarta-feira (10/6), em uma via pública da região administrativa. Menos de 18 horas depois do crime, policiais da Seção de Crimes Violentos da 27ª Delegacia de Polícia identificaram e prenderam Antonio Júnior Silva Sousa, 46 anos, David Batista de Souza, 35, e Wallace Costa dos Santos, 26.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima, um homem de 45 anos em situação de rua, é cercada e atacada pelos suspeitos com socos, chutes, pedras, pedaços de madeira e golpes de faca.

Veja o vídeo:

De acordo com o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), a vítima estava em situação de vulnerabilidade e sem condições de se defender ou buscar socorro. Após as agressões, ela foi atendida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT) com ferimento nas costas e trauma craniano.

Na decisão, o magistrado destacou que o uso simultâneo de objetos contundentes e perfurocortantes, além dos golpes direcionados a regiões vitais do corpo, indicam uma aparente intenção de matar.

Ao converter as prisões em preventivas, o juiz ressaltou a gravidade dos fatos e o risco de reiteração criminosa, especialmente em relação a dois dos investigados, que possuem condenações definitivas por roubo e lesão corporal e têm execução penal em andamento.

Segundo a decisão, “a segregação cautelar dos autuados se faz necessária para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade concreta dos fatos e o risco de reiteração delitiva”.

O magistrado concluiu que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para o caso. O juízo também reconheceu a legalidade da prisão em flagrante realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestou pela conversão da prisão em preventiva. A defesa dos três custodiados pediu liberdade provisória, mas o pedido foi negado pela Justiça.

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