Trickster: empresário que lucrou R$ 21 mi em contratos com GDF é preso

Ronaldo de Oliveira era procurado pela Polícia Civil do DF desde abril de 2019, quando fugiu após ter mandado de prisão preventiva expedido

atualizado 12/04/2021 15:42

homem sorrindoReprodução

Foragido da Justiça do Distrito Federal e com mandado de prisão preventiva a ser cumprido desde abril de 2019, o empresário Ronaldo de Oliveira foi detido nesta segunda-feira (12/4) por policiais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), na cidade goiana de Niquelândia.

Ele é um dos investigados na Operação Trickster, da Polícia Civil (PCDF), que apura esquema criminoso no qual R$ 1 bilhão teria sido desviado por meio de fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica do extinto Transporte Urbano do DF (DFTrans).

De acordo com informações da PMGO, equipes locais receberam informações de que o empresário circulava pelo povoado de Buriti Alto, próximo ao município de Mimoso, onde Oliveira seria dono de um posto de gasolina. O local, segundo os militares, era estratégico, pois facilitava uma possível fuga para diferentes unidades da Federação, como Bahia, Tocantins ou mesmo o DF.

Após uma série de buscas, os policiais localizaram uma caminhonete Hilux vermelha usada por Oliveira para circular pela região. Ele foi abordado pelos homens do GPT, que confirmaram o mandado de prisão em aberto por corrupção contra a administração pública e associação criminosa.

A Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf) da PCDF pediu à Justiça goiana o recambiamento do preso para o DF, onde responderá criminalmente pelo esquema desbaratado na Operação Trickster.

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Pagamento de propina

Em abril de 2018, a prisão de Ronaldo e da companheira dele, Soraya, foi pedida pela polícia e concedida pela Justiça, após investigadores terem confirmado que o casal pagava propina para o então responsável pela unidade de controle de bilhetagem automática do DFTrans, Harumy Tomonori. Ele foi detido em 23 de março de 2018 em mais um desdobramento da Trickster.

Em depoimento, Harumy confessou que, mensalmente, recebia entre R$ 10 mil e R$ 15 mil a fim de agilizar processos, pagamentos e fazer vista grossa diante de irregularidades e fraudes cometidas pelas empresas de Ronaldo e Soraya.

Entre as falcatruas, estava o fato de as empresas descarregarem cartões estudantis de alunos do Entorno do DF como se fossem da rede pública de ensino do DF.

Imagens obtidas flagraram Harumy deixando uma das empresas do casal com dinheiro pago em forma de propina. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram um envelope semelhante na casa de Harumy com cerca de R$ 12 mil.

 

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