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Distrito Federal

Três cidades concentram um terço das mortes por Covid-19 no DF

Dos mais de 6,5 mil óbitos causados pelo novo coronavírus no DF, 2,1 mil foram nas cidades de Ceilândia, Taguatinga e Samambaia

08/04/2021 04:45
Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
cemiterio taguatinga DF2

O Distrito Federal ultrapassou nessa quarta-feira (7/4) os 6,5 mil óbitos em decorrência da Covid-19 e apenas três das 33 regiões administrativas concentram quase um terço desse total. Ceilândia, Taguatinga e Samambaia, somadas, registraram 2.151 mortes.

Os dados são do Painel Covid, da Secretaria de Saúde. Ceilândia lidera com folga o triste ranking dos falecimentos decorrentes do novo coronavírus, tendo chegado a mil óbitos na noite dessa quarta. Taguatinga (foto em destaque) tem 658 registros e Samambaia, 493. Plano Piloto, Gama, Planaltina e Guará também sofrem com números que ultrapassam 200 vítimas cada.

Contudo, as três cidades que lideram a soma de mortos também estão no topo do ranking de casos confirmados da Covid-19. Somadas, as RAs já tiveram 85.387 testes positivos para doença. Plano Piloto, com 33.797, é o que invade o top 3, ficando à frente de Taguatinga (28.323) e Samambaia (20.363).

Por outro lado, 18 RAs ainda não chegaram a 100 mortes pela Covid-19. Núcleo Bandeirante, Sol Nascente, Riacho Fundo, Sudoeste, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte, Sobradinho II, Park Way, Estrutural, Candangolândia, Itapoã, Jardim Botânico, Arniqueira, Varjão e Fercal registraram pouquíssimos óbitos, enquanto que o SIA, local com quase nenhum morador, ainda não registrou vítimas da doença.

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Cemitério Campo da Esperança em Taguatinga
Pessoas nas ruas de Ceilândia durante a pandemia do novo coronavírus
Vacinação na UBS 5 em Ceilândia
Aglomeração no Centro de Ceilândia
Samambaia é uma das cidades com mais casos
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Samambaia é uma das cidades com mais casos

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Cemitério Campo da Esperança em Taguatinga
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Cemitério Campo da Esperança em Taguatinga

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Pessoas nas ruas de Ceilândia durante a pandemia do novo coronavírus
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Pessoas nas ruas de Ceilândia durante a pandemia do novo coronavírus

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Vacinação na UBS 5 em Ceilândia
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Vacinação na UBS 5 em Ceilândia

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Aglomeração no Centro de Ceilândia
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Aglomeração no Centro de Ceilândia

Hugo Barreto/Metrópoles

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Média móvel de mortes caiu esta semana

A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal caiu pela segunda vez consecutiva nessa quarta-feira, chegando a 71,9 – era de 76,7 na terça. Foram notificados 83 óbitos entre os moradores da capital nessa quarta. Devido ao atraso nas notificações, os falecimentos não ocorreram, necessariamente, nas últimas 24 horas.

Na comparação com o apurado há 14 dias, houve aumento de 49,7%, o que sinaliza tendência de alta na quantidade de óbitos. Por causa do tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação dos especialistas no sentido de confrontar a média móvel do dia com a de duas semanas antes. As oscilações no número de mortes ou de casos de até 15% para mais ou para menos caracterizam invariabilidade.

Desde o início da pandemia de coronavírus, o DF já notificou 353.206 contaminações e 6.532 óbitos em decorrência da doença. Nas últimas 24 horas, foram 83 mortes e 1.139 novas infecções.

Veja os dados:

Média móvel

Acompanhar o avanço da pandemia de Covid-19 com base em dados absolutos de mortes ou casos está longe do ideal. Isso porque eles podem ter variações diárias muito grandes, principalmente atrasos nos registros. Nos fins de semana, por exemplo, é comum perceber redução significativa dos números.

Para diminuir esse efeito e produzir uma visão mais fiel, a média móvel é amplamente utilizada ao redor do mundo. A taxa representa a soma dos óbitos divulgados em uma semana dividida por sete. O nome “móvel” é porque varia conforme o total de falecimentos dos sete dias anteriores.