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A operação para içar os três vagões do Metrô-DF que descarrilaram na manhã desta quarta-feira (28/2) foi iniciada à noite. Próximo à Estação Arniqueiras, em Águas Claras, um guindaste de 17m de comprimento trabalhava para colocar a composição nos trilhos. A etapa é necessária para que os carros sejam levados à garagem da companhia, onde passarão por manutenção.

Veja vídeo:

 

O guindaste veio de Aparecida de Goiânia (GO) e levou cinco horas para chegar ao lugar do acidente. O aparelho tem a capacidade de erguer 240 toneladas – cada vagão do metrô pesa, em média, 50 toneladas.

Antes de a operação ser iniciada, foi preciso colocar contrapesos no guindaste. Assim, o veículo não corre o risco de tombar ao içar os vagões.

A expectativa do Metrô-DF é que o serviço seja normalizado na manhã desta quinta (1º/3) para evitar transtornos aos passageiros, os quais tiveram que descer nas estações Arniqueiras e Águas Claras ao longo do dia.

Onze ônibus foram colocados à disposição para levar as pessoas de uma estação à outra, em um trajeto de 1,7km. As filas para pegar o coletivo irritaram quem voltava para casa na noite de quarta.

Estrondo e susto
Moradores de Águas Claras ficaram assustados, na manhã desta quarta-feira (28/2), com o forte barulho causado por uma composição do metrô que saiu dos trilhos na chegada à Estação Arniqueiras, sentido Plano Piloto. De acordo com Carlos Alexandre da Cunha, diretor do Departamento de Operação e Manutenção do Metrô-DF, dois trens apresentaram falhas nos freios durante o trajeto, o que pode ter causado o descarrilamento.

“O piloto retirou os passageiros na Estação Águas Claras. Porém, não conseguiu parar na zona de manobras porque os freios falharam novamente”, completou. “Por isso, a composição teria avançado sobre o para-choque que delimita a área, e os vagões saíram dos trilhos”, informou Carlos Alexandre.

Divulgação

A cabine do piloto ficou destruída após o descarrilamento