Redução de R$ 0,05 na passagem de ônibus começa a valer na 2ª

De acordo com o GDF, o sistema de bilhetagem dos ônibus precisa de 48 horas para fazer o ajuste prometido pelo governador Ibaneis Rocha

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 20/01/2020 8:20

A redução de cinco centavos (R$ 0,05) nas passagens prometida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) passará a valer nas catracas de ônibus a partir da próxima segunda-feira (20/01/2020). A revisão foi noticiada pelo Metrópoles nessa quarta-feira (15/01/2020). Segundo membros do núcleo duro do Governo do Distrito Federal (GDF), o sistema de bilhetagem precisa de 48 horas para o ajuste.

O GDF aplicou reajuste de 10% nas passagens de ônibus e metrô. As tarifas de R$ 5 passaram para R$ 5,50. No entanto, duas ficaram com valores quebrados — as de R$ 3,85 e R$ 2,75 — dificultando o troco. Por isso, o governador determinou a redução de R$ 0,05 dessas cobranças.

“Todos nós sabemos que é uma dificuldade imensa a questão do troco. Eu entendi o problema e decidi fazer esses reajustes, até porque estamos numa época em que as pessoas quase não estão mais acostumadas a usar dinheiro”, ponderou Ibaneis, em entrevista ao Metrópoles.

O emedebista também anunciou a redução dos valores para tirar a segunda via do Bilhete Único. Atualmente, o processo para quem perde o documento custa R$ 19,25. A partir da mudança será de R$ 5,40.

Medida impopular

O GDF não nega que o aumento das passagens seja uma medida impopular. Contudo, do ponto de vista do Palácio do Buriti, é necessária para manter o equilíbrio do sistema de transporte público.

Em 2019, o preço do combustível e os salários de motoristas e cobradores aumentaram. Além disso, os cofres públicos precisam investir R$ 700 milhões anualmente para manter gratuidades, a exemplo do Passe Livre Estudantil.

Os deputados distritais Chico Vigilante (PT), Arlete Sampaio (PT), Fábio Felix (PSol) e Reginaldo Veras (PDT) entraram na Justiça para barrar o aumento. O escritório de advocacia Barbosa Ferreira Advogados Associados acionou judicialmente o governo para frear o aumento. Manisfestantes também protestaram nas ruas.

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