PCDF prende dois por venda ilegal de passagens com cartões do BRT

De acordo com um dos presos, esquema teria participação até de seguranças da Estação Santa Maria/Gama

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 03/04/2019 11:39

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta quarta-feira (3/4), duas pessoas acusadas de fraude no sistema de transporte público. A dupla passava para terceiros cartões Cidadão, vale-transporte, de Portadores de Necessidades Especiais (PNE), passes livre estudantil e funcional nas catracas do BRT do Gama.

Presos em mais uma etapa da Operação Cartão Vermelho, os suspeitos foram identificados apenas pelas iniciais: S.F.A., 48 anos, e P.G.S., 45. De acordo com os investigadores, o vendedor conseguia diariamente até R$ 120, valor que era dividido com os donos dos cartões. Segundo um dos suspeitos detidos, há envolvimento até de seguranças do BRT na venda ilegal de passagens.

O estelionato contra a administração pública vinha sendo monitorado por equipe da Subsecretaria de Fiscalização da Secretaria de Mobilidade (Sufisa). Na manhã desta quarta (3), delegados e agentes da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf) flagraram as mesmas pessoas apontadas pelo órgão praticando reiteradamente o delito nos validadores instalados nas catracas dos terminais de integração do Gama.

O esquema funciona da seguinte forma: os usuários utilizam cartões de terceiros (e em alguns casos os próprios cartões) para comercializar ilegalmente passagens, vendendo os créditos para qualquer interessado.

Eles oferecem ao público as passagens, mantendo-se posicionados próximos aos validadores. Ao praticarem o comércio fraudulento, seja para uma pessoa ou um grupo, passam o cartão na catraca para os “clientes”.

No caso dos cartões Cidadão e vale-transporte, que são recarregáveis, o ciclo da fraude acontece da seguinte forma: o estelionatário cobra de seu primeiro cliente o valor de R$ 5, referente à tarifa, que é debitado. Já na segunda e terceira vendas, o estelionatário recebe R$ 5 de cada usuário, mas não ocorre o desconto no cartão, por conta da integração do sistema.

O GDF paga à concessionária de transporte público o valor de R$ 4,05 em cada integração, ou seja, na segunda e terceira vendas do ciclo, o criminoso tem lucro de R$ 10. No caso dos cartões PNE, PLE e Funcional, chega a 100%, pois não há necessidade de repor créditos.

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