GDF lança plano para integrar ciclovias e oferecer mais bikes públicas

Atualmente, o Distrito Federal conta com 420 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. A meta é ampliá-las em 50%

atualizado

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rodrigo rollemberg
1 de 1 rodrigo rollemberg - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ampliação de ciclovias, integração com outros transportes e mais bicicletas públicas estão entre as medidas do Plano de Ciclomobilidade de Brasília, o +Bike, lançado nesta quarta-feira (9/8) pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A estratégia — que integra o programa Circula Brasília — está voltada para resolver a descontinuidade entre as ciclovias da cidade que não se comunicam. O objetivo é conectá-las e criar uma rede integrada para facilitar o deslocamento dos ciclistas.

O investimento será de R$ 20 milhões, sem contar os valores aplicados em 72 quilômetros de projetos já em andamento, como a ciclovia da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), a do Lago Oeste, a do Trevo de Triagem Norte e a da Ligação Torto-Colorado.

Segundo Bruno Meireles, da ONG Rodas da Paz, o planejamento feito pelo governo, com a integração das ciclovias, é o ideal. Mas ele cobra que o plano saia do papel: “Temos participado de muitas reuniões. Agora, é acompanhar a execução. Falta pouco mais de um ano de governo e vamos cobrar a realização do que foi planejado”

O governador ressaltou que o plano considera tanto as ciclovias que serão usadas como meio de deslocamento de pessoas que usam esse o transporte para se locomover pela cidade quanto as destinadas ao lazer. “O nosso objetivo é que, no futuro, todo o DF possa ser ligado por uma malha cicloviária”, disse.

Brasília conta com 420 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas. A meta é ampliá-las em 50%, chegando ao fim de 2018 com mais 218 quilômetros. Até 2022, o plano prevê ampliar para 1,2 mil quilômetros o alcance das ciclovias de Brasília.

Bicicletas compartilhadas
Como parte das ações, o governador inaugurou um dos cinco novos pontos, com 50 bicicletas compartilhadas, instalados na UnB. Todos eles começam a funcionar nesta quarta. Com o lançamento de novos pontos de bicicletas compartilhadas, o DF passa a ter 45 locais para entrega e retirada dos equipamentos. Desses, 16 foram inaugurados no atual governo.

Entre as prioridades, está a ampliação para regiões que contam com o transporte de metrô, distribuindo 60 pontos por Águas Claras, Taguatinga, Samambaia, Guará e Ceilândia. Além disso, haverá remanejamento de pontos. Serão realocadas estações de onde há pouco uso das bicicletas públicas para áreas com mais demanda.

Um exemplo é a praça dos Tribunais Superiores, no Setor de Autarquias Sul. Após reivindicação de trabalhadores da região, o espaço ganhará três estações. O modelo será mantido com uma empresa privada, a concessionária do serviço, fazendo o gerenciamento. Para o secretário de Mobilidade do DF, Fábio Damasceno, a iniciativa é uma forma de integrar a bicicleta ao sistema de transporte como um todo, garantir mais segurança e sustentabilidade para a cidade.

Com o lançamento de novos pontos de bicicletas compartilhadas, o DF passa a ter 45 locais para entrega e retirada dos equipamentos. Desse total, 16 foram inaugurados no atual governo
“Vamos oferecer melhor infraestrutura para aqueles que já usam a bicicleta, além de favorecer quem quer começar a usar”, explicou.

Segundo o Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal, 2% dos deslocamentos diários no DF são feitos por bicicleta, o que representa aproximadamente 77 mil viagens por dia.

Aplicativo 
Também dentro das medidas do plano, o aplicativo (disponível para Android e iOS) para usar as bicicletas passará por uma atualização e será renomeado para +Bike.

Entre as novidades do aplicativo, está a cobrança de tarifa diária, de R$ 3, e de R$ 6 por mês, além da tarifa anual de R$ 10, o que pode ser uma opção para turistas ou para aqueles que querem usar a bicicleta por menos tempo.

As mudanças serão automáticas na atualização da ferramenta para quem já a possui. Nos últimos três anos, já foram feitas mais de 708 mil viagens com as bicicletas públicas da cidade. Visando à integração do uso da bicicleta com outros modais, bicicletários serão instalados em dez terminais do sistema de transporte público coletivo.

Cada um deles terá capacidade de 30 a 50 vagas. De uso gratuito, bastará que o usuário leve um cadeado para prender a bicicleta no local. Cada empresa de ônibus que opera na cidade ficará responsável pela instalação de dois bicicletários.

Ainda em agosto, a pasta lançará licitação para compra de três mil paraciclos. A instalação em diversos pontos do DF, principalmente naqueles que contam com transporte de metrô, está prevista para até o fim deste ano.

De acordo com Damasceno, a secretaria também trabalha em campanhas educativas em todo sistema de transporte público para estimular a boa convivência no trânsito. O titular da pasta adiantou ainda que há uma ordem de serviço para contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para um diagnóstico da malha cicloviária do DF.

BRT
Três terminais de BRT — os de Santa Maria, do Gama e do Park Way — passarão por testes para implementar o compartilhamento de 150 bicicletas integradas. A licitação para os testes ainda está em fase de finalização.

A ideia é que os usuários fiquem com as bicicletas por um longo período, cerca de 12 horas. Por exemplo, alguém que saia do trabalho e chegue à estação de Santa Maria poderá retirar uma unidade e ir para casa. Apenas no dia seguinte, provavelmente quando precisar se deslocar novamente até a estação, é que o cidadão precisará devolver a bicicleta.

Circula Brasília
O plano de ciclomobilidade faz parte do Circula Brasília. Em junho, o Metrópoles mostrou que o programa tem caminhado a passos de tartaruga. Do pacote com 80 ações previstas para melhorar o transporte público e a mobilidade urbana no Distrito Federal, o prazo para a execução de 38 terminou em junho sem que elas tenham sido finalizadas ou sequer iniciadas.

A implantação do Bilhete Único, a divulgação em tempo real das linhas de ônibus que circulam pelo DF, o começo das obras de expansão do metrô e o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) estão entre as atividades que já passaram do tempo de ser concluídas, conforme cronograma do próprio Governo do Distrito Federal.

Coordenadora do projeto, a Secretaria de Mobilidade do Distrito Federal (Semob) se defende dizendo que o programa foi ampliado e que muitas dessas obras estão em andamento. Em outros casos, alega, o governo ainda aguarda a liberação de recursos. Mas destaca que as medidas são necessárias para desafogar uma cidade que atingiu, em junho, uma frota de 1.691.278 veículos. (Com informações da Agência Brasília)

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