Buriti quer conceder gestão do BRT para a iniciativa privada

Secretaria de Transporte e Mobilidade publicou edital de chamamento a empresas interessadas em apresentar estudos de viabilidade

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 18/09/2019 16:48

O BRT entrou na lista de privatização do Governo do Distrito Federal (GDF). Nesta quarta-feira (18/09/2019), a Secretaria de Transporte e Mobilidade publicou edital de chamamento a empresas interessadas em apresentar estudos de concessão do serviço. Segundo a pasta, a  intenção é conceder a gestão do sistema à iniciativa privada. É uma forma diferente do que é planejado para a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF).

A proposta do governo é transferir a gestão dos sistemas, a manutenção e a conclusão das obras. Nesse contexto, o Palácio do Buriti manifestou interesse em conceder o Terminal da Asa Sul (TAS), perto da 1ª DP. Quem eventualmente assumir a administração do ponto de embarque e desembarque também deverá modernizar o local.

Trechos incompletos

A cada dia, o sistema recebe 90 mil acessos. O DF conta com as linhas do BRT Sul e Oeste. Ambas estão incompletas. Os trechos 1 e 2 do BRT Sul estão em operação. A estrutura custou R$ 533 milhões aos cofres públicos. Os pontos de partida são no Gama e em Santa Maria, seguindo ao Aeroporto JK, na direção do Eixão até a Rodoviária do Plano Piloto. E vice-versa.

Ainda não saíram do papel os trechos 3 e 4. Quando prontos, farão parte do trajeto entre o Parkshopping e o TAS. O BRT Oeste opera, atualmente, apenas entre a Estrada Parque Taguatinga Guará (EPTG) e Taguatinga. São as mesmas faixas exclusivas usadas atualmente pelo GDF para a inversão do trânsito, com o intuito de aliviar os engarrafamentos.

O projeto aguarda o começo das obras pelas avenidas Hélio Prates e Samdu. A linha também vai passar pelo futuro túnel de acesso de Taguatinga — outra obra que ainda longe de terminar.

Sem aumentos

Segundo o secretário de Mobilidade, Valter Casimiro, a concessão será para o serviço de gestão do BRT. Quem ganhar deverá instalar equipamentos para o controle das viagens, informando aos usuários, por exemplo, os horários exatos de embarque e desembarque, nos moldes do Metrô.

Porém, as linhas continuarão ser operadas pelas empresas concessionárias do sistema de transporte público. O BRT Oeste tem três operadoras: Urbi, Marechal e São José. No caso do BRT Sul, quem atua é a Pioneira. Casimiro garante que a concessão não aumentará o valor das passagens para os usuários.

Segundo o secretário, atualmente, o BRT oferece 100 ônibus para o transporte da população. O valor e o período da concessão serão definidos após as empresas apresentarem os estudos de viabilidade. Nesse contexto, o governo só espera publicar o edital a partir de 2020. De acordo com Casimiro, o Terminal da Asa Sul será a sede da administração geral do BRT. Em outras palavras: será o centro de comando do serviço.

Privatizações

O governador Ibaneis Rocha (MDB) estuda privatizar o Metrô dentro do modelo de concessão. De acordo com o chefe do Executivo local, a empresa pública enfrenta problemas de caixa para manutenção e modernização. Como o Buriti amarga crise financeira e precisa centrar esforços nos serviços básicos de Saúde, Educação e Segurança, retirar gastos com o setor seria uma saída.

Em julho deste ano, o GDF anunciou que pretende retomar a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), dentro de uma parceria público-privada (PPP). A linha sairá do Aeroporto JK rumo ao TAS. Segue por toda Avenida W3 até o Noroeste.

 

 

 

 

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