Transpetro conserta oleoduto rompido por criminosos em condomínio
A Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de alugar uma casa em condomínio para furtar combustível do oleoduto da Petrobras
atualizado
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A Transpetro concluiu o reparo do trecho do Oleoduto São Paulo-Brasília (Osbra) da Petrobras danificado pela ação de criminosos que tentavam furtar combustível em Ceilândia (DF), neste domingo (07/06).
Para romper o oleoduto da Petrobras, criminosos alugaram uma casa, há três meses, no condomínio Vista Bela de Ceilândia (DF). A cada litro de combustível furtado, havia risco ambiental e de explosão.
Segundo a Transpetro, com a conclusão do reparo foi possível retomar a operação normal do duto e a transferência dos produtos que abastecem o mercado da região.
“A companhia é vítima da ação de criminosos em seus dutos e atua em conjunto com as autoridades de segurança pública para combater essa prática”, destacou a empresa, em nota enviada ao Metrópoles.
De acordo com a empresa, o furto de combustível coloca em risco a preservação da vida e a proteção ao meio ambiente.
A Transpetro mantém o telefone 168 – canal gratuito e anônimo – disponível 24 horas por dia para recebimento de denúncias sobre movimentações suspeitas em faixas de dutos.
Isolamento da área
Por segurança, como medida preventiva, a Defesa Civil isolou a área ao redor do imóvel usados pelos criminosos para o furto de combustível.
Segundo agentes da Defesa Civil, a remoção inadequada do solo pode comprometer a estabilidade das fundações da edificação e de imóveis vizinhos.
Edificações podem apresentar recalques, fissuras, trincas, afundamentos localizados e, em situações extremas, o colapso parcial ou total das estruturas, diz a Defesa Civil.
Além dos riscos estruturais, a intervenção em dutos que transportam combustíveis inflamáveis representa grave ameaça tecnológica.
Um eventual vazamento pode ocasionar o acúmulo de vapores inflamáveis em ambientes subterrâneos e edificações próximas, criando condições favoráveis para incêndios e explosões de grandes proporções.
Veja:
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a operação Estige para prender os suspeitos na sexta-feira (5/6). Segundo os investigadores, o grupo escavou um túnel e vinha subtraindo combustíveis. Apenas nesta semana, foram furtados aproximadamente 100 mil litros de combustível.
Segundo o delegado Fernando Fernandes, da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), responsável pela operação, além do furto do oleoduto da Petrobras, os suspeitos podem responder pelo risco de explosão e crime ambiental.
“Segundo especialistas da Transpetro, em caso de explosão, uma área de cerca de 3 quilômetros de diâmetro poderia ser atingida, colocando em risco a vida de um número indeterminado de pessoas”, disse.
Do ponto de vista do delegado, houve risco real de desabastecimento do DF a São Paulo, passando por Minas Gerais e Goiás.
De acordo com o delegado, um dois suspeitos é reincidente na tentativa de furto do oleoduto. O acusado foi preso há 2 anos por tentar furtar combustível no DF.
Crimes imputados aos suspeitos:
- Furto qualificado com destruição ou rompimento de obstáculo mediante o concurso de pessoas. Pena: 2 a 8 anos de reclusão;
- Associação criminosa. Pena: 1 a 3 anos de reclusão;
- Crime ambiental. Pena: 1 a 5 anos de reclusão;
- Crime contra a incolumidade pública. Pena: 1 a 4 anos de reclusão. Segundo a Polícia Civil, os autuados em flagrante poderão pegar de 5 a 20 anos de reclusão diante do concurso material de crimes.
Inicialmente, quatro suspeitos foram presos. Mas durante o trabalho policial, os investigadores chegaram à conclusão que apenas três deles estavam realmente envolvidos no crime.
Estige
Estige é rio mitológico do submundo grego. Segundo o delegado, evoca o fluxo subterrâneo e o caráter clandestino, oculto sob a terra.