Faixas exclusivas estão liberadas, mesmo com fim da greve no Metrô-DF

Fiscalização das vias EPNB, W3 Sul e Norte e Setor Policial não será retomada na segunda-feira (22/07/2019)

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 18/07/2019 16:14

Mesmo com o fim da greve dos metroviários, as faixas exclusivas da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), do Setor Policial e da W3 Sul e Norte ficarão abertas. As informações foram confirmadas pelos departamentos de Trânsito e de Estradas de Rodagem do Distrito Federal — Detran-DF e DER/DF, respectivamente.

As vias W3 Sul e Norte e Setor Policial terão a fiscalização retomada a partir da 0h de segunda-feira (22/07/2019). Segundo o Detran, responsável por essas faixas, a medida foi tomada para “evitar que os motoristas sejam pegos de surpresa”.

A EPNB, fiscalizada pelo DER, ficará aberta para os condutores até o próximo domingo (21/07/2019). A partir de segunda-feira (22/07/2019), o espaço volta a ficar restrito ao tráfego de ônibus, táxis e transporte escolar.

Apesar do fim da paralisação as atividades do Metrô-DF ainda não foram totalmente normalizadas nas estações do Metrô. Na Praça do Relógio, no centro de Taguatinga, os guichês amanheceram fechados e as catracas abertas.

Na Estação Águas Claras, três dos cinco guichês estavam sem funcionários no começo da manhã. Mas não havia registro de filas no local por volta das 6h30. Segundo os próprios servidores, ainda há trabalhadores que não conseguiram chegar ao serviço no começo da manhã — o sistema começa a funcionar às 5h30. Outros alegaram que temem ter de arcar com diferença no caixa ao fim do dia e, por isso, não voltaram às atividades.

Greve

Com 77 dias de duração, a última greve dos metroviários foi a mais longa da categoria. Os funcionários descruzaram os braços na noite dessa quarta-feira (17/07/2019), após assembleia na Estação Águas Claras.

A Companhia do Metropolitano retomou os serviços após o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), mandar cortar o ponto dos grevistas. Segundo a empresa, o movimento causou prejuízo de mais de R$ 8 milhões ao sistema.

O maior movimento paredista da história do Metrô-DF foi marcado por uma guerra de sentenças nos tribunais trabalhistas. Na mais recente, Ibaneis recorreu a uma determinação do Tribunal Superior do Trabalho que autorizava o corte os salários. “Greve com pagamento de salário é férias remuneradas, e isso eu não admito”, disparou o emedebista.

Por sua vez, o SindMetrô reagiu e alegou que a medida do chefe do Palácio do Buriti era uma afronta à decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

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