PCDF: mensagens em celulares podem explicar morte de casal em Águas Claras

Aparelhos celulares de Fabrício David Jorge e Pollyana Pereira de Moura passam por perícia no Instituto de Criminalística da Polícia Civil

atualizado 05/08/2020 10:37

MulherReprodução

Mensagens armazenadas nos telefones do dentista Fabrício David Jorge, 42 anos, e da enfermeira Pollyana Pereira de Moura, 35, podem ser as peças que faltam para a Polícia Civil concluir o quebra-cabeça e identificar o que teria motivado a tragédia.

Os aparelhos passam por perícia no Instituto de Criminalística (IC) e podem revelar detalhes do que ocorreu em 30 de julho, quando os corpos foram encontrados no apartamento do casal, em Águas Claras.

De acordo com fontes próximas de Fabrício e Pollyana ouvidas pelo Metrópoles, a suspeita é que alguma espécie de “gatilho emocional” tenha deixado o dentista em surto. Em seguida, ele teria esfaqueado a companheira e, depois, tirado a própria vida. Os investigadores acreditam que pistas sobre o estado emocional de Fabrício podem estar em conversas travadas entre ele e outras pessoas por meio do aplicativo WhatsApp.

Segundo amigos, o dentista não tinha histórico de violência familiar. Antes de a tragédia ocorrer, o casal aparentava felicidade, ainda mais após o dentista ter vencido a Covid-19. Pessoas ouvidas pela reportagem afirmaram, ainda, que a servidora pública do Ministério da Saúde estava em processo de mudança definitiva para o apartamento onde o crime ocorreu.

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“Meu amado”

Pollyanna chegou a fazer um post em rede social comemorando a recuperação do dentista, que contraiu Covid-19. Na publicação, ela chama o marido de “meu amado“.

De acordo com a postagem de Pollyanna, foram 10 dias de internação no Hospital Alvorada de Brasília. “Saturação oscilando, febre não cedia, tosse até quase desfalecer e muito cansaço”, escreveu Pollyanna, que era servidora do Ministério da Saúde.

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Nas fotos, o casal aparece abraçado e também comemorando, junto à equipe médica, a cura da doença. “Eu venci a luta contra a Covid-19” diz um dos cartazes segurados por Fabrício.

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