Corpo de enfermeira assassinada em Águas Claras será cremado no Entorno

Informação foi confirmada à reportagem por amigos da vítima. Cadáver já recebeu liberação do IML após passar por necrópsia

atualizado 31/07/2020 22:21

Será velada e cremada, neste sábado (1/8), a servidora pública federal do Ministério da Saúde, Pollyanna Pereira de Moura, 35 anos. A enfermeira foi encontrada morta no apartamento onde morava, em Águas Claras. No local também estava o corpo de seu marido, o cirurgião dentista Fabrício David Jorge, 42.

O cadáver da enfermeira já recebeu liberação do Instituto de Medicina Legal (IML) após passar por necrópsia. O velório ocorrerá às 14h30 no Cemitério de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada ao Metrópoles por amigos da vítima.

A suspeita é de que Pollyana tenha sido morta a facadas por Fabrício, que teria cometido suicídio em seguida. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da 21ª Delegacia de Polícia (Pistã Sul).

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Pollyanna chegou a fazer um post em rede social comemorando a recuperação do dentista, que contraiu Covid-19. Na publicação, ela chama o marido de “meu amado“. Os dois foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, em Águas Claras, nessa quinta-feira (30/7).

De acordo com a postagem de Pollyanna, foram 10 dias de internação no Hospital Alvorada de Brasília. “Saturação oscilando, febre não cedia, tosse até quase desfalecer e muito cansaço”, escreveu Pollyanna, que era servidora do Ministério da Saúde.

Nas fotos, o casal aparece abraçado e também comemorando, junto à equipe médica, a cura da doença. “Eu venci a luta contra a Covid-19” diz um dos cartazes segurados por Fabrício.

Lotado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o homem teria esfaqueado a mulher e cometido suicídio logo depois, com dois cortes, um deles no pescoço.

Estava marcada para esta sexta (31/7) uma consulta d0 casal com uma psicóloga. Ele iniciaria o tratamento com a companheira. A profissional chegou a ligar para os dois no dia do crime para confirmar a consulta, sem saber do caso. Uma amiga dos dois falou ao Metrópoles que Fabrício, suspeito de cometer feminicídio e, em seguida, suicídio, era uma pessoa “do bem”.

“Era um cara do bem. Não tinha histórico de violência doméstica. A Polly ligou para a terapeuta que eu indiquei, ela pediu porque sentiu que ele estava precisando de um acompanhamento. Fabrício era um cara alegre, simpático e gostava muito dela. Para mim, ele não era uma pessoa assim, sabe? O que eu sei era o que ela contava, que era um bom pai e supertrabalhador”, narrou a amiga, que pediu para não ser identificada.

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