"Tirar Moraes é apaziguar a nação", defende Sebastião Coelho em ato.
Em ato na Esplanada, Sebastião defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes e prometeu desobediência civil, caso isso não aconteça

O desembargador aposentado e candidato ao Senado Sebastião Coelho (Novo-DF) disse, durante manifestação contra o ministro Alexandre Moraes na manhã desta terça-feira (15/9) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF), que espera uma “decisão de paz para a nação” e, para ele, “tirar [o ministro] Alexandre Moraes [do STF] é apaziguar a nação”.
Sebastião comentou sobre as manifestações feitas durante os últimos anos e disparou contra Moraes o chamando de ‘criminoso’.
“Desde novembro de 2023 venho fazendo manifestações patriotas e sempre evitei a Esplanada [dos Ministérios] para não causar confusão, mas hoje é um dia especial que é o início da abertura de um “criminoso” que se chama Moraes. Ele já deveria ter sido retirado do STF há muito tempo pelos abusos e violações de direitos humanos que ele comete, inclusive sancionado pelos EUA”.
O candidato ao Senado acredita que há provas suficientes para provar que Moraes tenha sido corrupto. “Não é que ele é suspeito, existe uma prova de corrupção do gabinete dele e da família. Não podemos ter em um tribunal superior do país um juiz com esse envolvimento com safadeza, essa é a palavra”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFA expectativa do ex-desembargador é de que haja uma investigação e que Moraes seja afastado. Caso não seja, Sebastião Coelho promete puxar um movimento de desobediência civil.
“Se nós não podemos confiar nessa Suprema Corte, nós não podemos também acatar as decisões dessa procuradoria. Então haverá nesse país uma desobediência civil”, disparou Sebastião.
Manifestação
Manifestantes se reuniram na manhã desta terça-feira (15/9) na Alameda das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional, para protestar contra o ministro Alexandre Moraes antes do início da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que irá decidir se o magistrado será investigado pela troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante o protesto, os manifestantes utilizam faixas que pedem a saída de Moraes e até do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No local, o público empilhou blocos de notas falsas de R$ 100 para simbolizar valores que o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) é acusado de receber de Vorcaro.
A manifestação foi convocada pelo Partido Novo e conta com a presença do candidato à Presidência da República Romeu Zema e do ex-desembargador e candidato ao Senado pelo DF, Sebastião Coelho.
“Esta manifestação não é sobre direita ou esquerda. É a manifestação da indignação dos brasileiros contra os abusos que estamos vendo no Supremo”, afirmou Zema ao Metrópoles.
O morador do Lago Norte (DF), o engenheiro Danilo Ramos, 41 anos, pediu a investigação e a saída de Moraes do STF.
“Acho que foram extrapolados todos os limites do bom senso. O ministro Alexandre de Moraes tem tido um comportamento ditatorial. E, além disso, agora ficou comprovado que ele se envolveu em corrupção, no caso do Vorcaro. É inadmissível que ele continue na posição que se encontra”, disse o engenheiro.
O mineiro José Caldeira, de 54 anos, clamou por uma justiça imparcial e fez críticas contra o ministro Alexandre Moraes.
“Os poderes devem ser, como diz a Constituição, terem harmonia, independentes entre si, mas porém harmônicos, né? Nós queremos que a justiça seja feita, que não seja parcial, que seja imparcial e veja o clamor de uma sociedade, é isso que nós queremos”, explicou o manifestante.
Sessão no STF
A sessão extraordinária que analisará mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro está marcada para ter início às 10h.
O caso foi levado ao Plenário do STF pelo ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master. Mendonça pediu autorização dos demais ministros para abrir uma apuração sobre Moraes a partir das informações encontradas pela PF.
O relatório reúne mensagens extraídas do celular de Vorcaro e registros de contatos com Moraes. O material aponta 187 interações entre os dois, além de referências a encontros e pedidos feitos pelo banqueiro.











