Terceirizados do IgesDF denunciam três meses de salários atrasados

Segundo empresa, o Iges-DF não realiza pagamentos desde dezembro de 2025; dívida já supera R$ 10 milhões

atualizado

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Funcionários de uma empresa que presta serviços para unidades públicas de saúde do Distrito Federal, como o Hospital de Base, denunciam um cenário de caos após mais de três meses de atraso no pagamento de salários. Segundo os relatos, a situação já impacta diretamente o atendimento a pacientes, com a falta de profissionais como técnicos de raio-x e recepcionistas.

“O atendimento aos usuários está um caos. Isso porque quem libera o sistema para ser emitido e realizar exames é a Diagnose, e, sem o pagamento por parte do IgesDF, o sistema de transferência dos exames ficaram suspensos essa noite”, relatou um funcionário, que não quis ser identificado.

Ainda segundo os trabalhadores, não houve comunicação oficial sobre a situação nem aos profissionais nem ao sindicato da categoria.

Ao Metrópoles, a Diagnose afirmou que não recebe repasses do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) desde dezembro de 2025. De acordo com a empresa, a dívida acumulada já ultrapassa R$ 10 milhões.

Em nota, a empresa informou que, apesar da falta de repasses, manteve as atividades em funcionamento. “São mais de 300 mil exames por mês, que sustentam cirurgias, diagnósticos oncológicos, condutas clínicas e atendimentos de urgência em toda a rede pública do DF”, destacou.

A Diagnose também afirmou que a operação envolve mais de 400 profissionais e depende de insumos e equipes especializados.

“Sem fluxo financeiro regular, não temos condições de manter os serviços nos atuais padrões de qualidade. O risco de interrupção parcial ou total é real e já foi comunicado reiteradamente ao IgesDF”, informou.

Por fim, a empresa disse que segue empenhada em manter o atendimento à população e cobrou providências do instituto, do Governo do Distrito Federal e de órgãos de controle diante da gravidade da situação.

Em nota, o Iges informou ao Metrópoles que os pagamentos relacionados aos serviços de diagnóstico por imagem “seguem determinações do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que estabeleceu parâmetros específicos para o cálculo e a quitação desses serviços”.

Segundo o instituto, desde então vêm sendo adotadas medidas para adequar os repasses às orientações do órgão de controle, garantindo segurança jurídica e conformidade na aplicação dos recursos públicos.

“Mas a empresa tem se recusado a receber nesse formato, manifestando discordância quanto às bases de cálculo determinadas pelo órgão de controle”, diz trecho da nota.

O instituto destacou que mantém diálogo permanente com a Diagnose e que já realizou reuniões para buscar uma solução e regularizar os pagamentos.

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