Tenente do Exército trafegava a 245km/h quando matou servidora no Eixo
Os peritos chegaram ao resultado após a análise de imagens feitas pelas câmeras do Congresso Nacional. O motociclista também morreu

O segundo-tenente do Exército Rogério Soares Carvalho Silva, 38 anos, trafegava entre 245 km/h e 248 km/h no momento em que atingiu a servidora Beatriz de Souza Santos, 56 anos, funcionária da Secretaria de Cultura do DF (Secult), em frente ao Palácio do Planalto. A informação consta no laudo feito pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, concluído na quarta-feira (17/1). Os peritos chegaram ao resultado após a análise de imagens feitas pelas câmeras do Congresso Nacional.
O acidente ocorreu em 29 de outubro do ano passado. Silva sofreu traumatismo craniano, recebeu socorro e foi levado para o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Porém, não resistiu aos ferimentos. A investigação ficou por conta da 5ª Delegacia de Polícia (área central). De acordo com o laudo, o militar não estava alcoolizado ou sob efeitos de drogas na hora do acidente.

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Ver todas“Num ato irresponsável, ele ceifou a vida de duas pessoas, sem chance de escape e sem motivo. Esse acidente absurdo acometeu toda a família com um vazio infinito, principalmente, minha mãe, que era dependente financeiramente dela e o filho único. Não há nada que preencha o sentimento de perda pelo falecimento da Beatriz, e o resultado da perícia aumenta muito a revolta por um acidente imbecil”, desabafou a irmã da vítima, Eliene Santos.
Acidente
O atropelamento ocorreu por volta das 18h. Silva pilotava uma motocicleta Kawasaki modelo ZX-10R quando atingiu Beatriz. Ela tentava atravessar do Palácio do Planalto para o lado sul do Eixo Monumental. Ao avistar a moto, correu, porém, não conseguiu desviar. Por causa do impacto, a mulher teve a perna direita amputada. O corpo dela foi arremessado a 50m do local do acidente.
Já a moto parou a 130m de distância. Antes disso, próximo ao prédio da Presidência da República, chocou-se contra uma parada de ônibus, que ficou destruída.
De acordo com parentes, Beatriz se aposentaria em dezembro do ano passado e falava em viajar para aproveitar o restante da vida.“Estava sempre alegre, vaidosa e sorridente. Nunca a vi triste”, descreveu Karen Danielle Horta, mulher de um sobrinho da vítima. Ela morava em Águas Claras, era solteira e deixou um filho.
O Metrópoles tenta contato com parentes do motociclista.















