Técnica que matou pacientes trabalhou em hospital infantil na pandemia

Amanda Rodrigues de Souza atuou no Hospital da Criança de Brasília (HCB), em 2020, após ter passado em processo seletivo

atualizado

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1 de 1 amanda rodrigues técnica enfermagem - Foto: Reprodução/redes sociais

Presa por participação em três homicídios de pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), Amanda Rodrigues de Sousa (foto em destaque), de 28 anos, atuou no Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), por oito dias, em 2020, durante a pandemia de Covid-19 e também durante quatro meses em 2024. Em 2025, tentou ingressar novamente, mas foi reprovada.

“O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) confirma que a técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa compôs o quadro de funcionários da unidade em 2020, trabalhando no HCB pelo período de oito dias. Em 2024, participou de outro processo seletivo, foi aprovada e trabalhou no HCB por quatro meses, e foi desligada da instituição após o período de experiência.  Em 2025, participou de outro processo seletivo do Hospital e foi reprovada”, informou a unidade de saúde.

A convocação foi feita para os técnicos de enfermagem que haviam feito o processo seletivo. O chamado ocorreu em 20 de março de 2020, período em que o Distrito Federal vivia estado de emergência em razão do vírus da Covid-19.

Amanda Rodrigues de Sousa foi aprovada na fase de análise curricular e ficou na 13ª posição do processo seletivo, que teve 278 pessoas classificadas.

O Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) é uma instituição pública, integrante da rede da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e realiza atendimentos exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é referência nacional no tratamento pediátrico de câncer e doenças raras, sendo gerida pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe).

A técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, se apresentava nas redes sociais como “mãe e cristã”. Ela também afirmava ser intensivista e instrumentadora cirúrgica, duas especializações que exigem formação técnica e são voltadas para trabalhar na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Presos

Os técnicos de enfermagem presos sob acusação de matar ao menos três pacientes dentro da Unidade de Terapia Intensivo (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

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Metrópoles apurou que o trio, detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), teria matado João Clemente Pereira, 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, 75. A motivação do crime ainda é investigada.

O caso foi denunciado às autoridades pelo próprio Anchieta, após circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação por iniciativa própria”, afirmou a unidade de saúde em nota.

O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, explicou como os suspeitos atuavam e detalhou que, em um caso específico, o técnico de enfermagem administrou um produto químico de limpeza no paciente.

“Em um dos casos, ele sugou um desinfetante no quarto de um paciente com a seringa e aplicou ao menos 10 vezes no paciente”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga pelo menos 20 outros laudos em hospitais do Distrito Federal.

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