TCDF libera licitação para câmeras corporais e faz alerta para a PMDF

Licitação para aquisição de câmeras corporais foi aberto em 2023, mas estava paralisado. O pregão eletrônico tem valor de R$ 15,7 milhões

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câmera corporal
1 de 1 câmera corporal - Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) autorizou nessa quarta-feira (25/6) a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) a dar prosseguimento ao pregão eletrônico para contratar uma empresa especializada para fornecer serviço de gravação de imagens com câmeras operacionais portáteis (COP).

A licitação, com valor estimado em R$ 15,7 milhões, prevê o fornecimento das câmeras emprestadas sem custo extra, e com armazenamento de imagens em nuvem.

Na mesma decisão, o TCDF também fez um alerta à PMDF. Após o fim dos recursos provenientes do convênio com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a corporação deverá fazer novos estudos para comprovar que a locação das câmeras continua sendo mais vantajosa que a compra.

O alerta foi feito porque a licitação passou por mudanças após a PMDF ser selecionada para receber verbas federais da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao MJSP.

O foco desses recursos é a implantação ou ampliação de projetos com câmeras corporais. Uma das principais regras é que, no mínimo, 95% dos valores recebidos devem ser utilizados para custear serviços. Isso quer dizer que os conveniados devem contratar empresas para fornecer soluções com câmeras e não para adquirir os equipamentos diretamente.

Em novembro de 2023, o TCDF havia determinado a suspenção da licitação após identificar falhas no planejamento. Entre os problemas apontados estavam: a ausência de definição de regime de contratação conforme a legislação vigente, a falta de análise de melhor custo-benefício entre locação e compra das câmeras e a ausência de consulta à Secretaria de Planejamento (Seplad/DF) para avaliar se ela poderia assumir os serviços relacionados ao pregão eletrônico.

Outro ponto questionado foi a previsão de um contrato com duração de 10 anos, o que fere a nova Lei de Licitações, que limita esse tipo de contrato a cinco anos.

Além disso, o tribunal havia recomendado que o edital da licitação cumprisse as regras que estão sendo elaboradas por um grupo de trabalho do Ministério da Justiça sobre o uso de câmeras no uniforme de policiais, previstas na Portaria de Diretriz Nacional sobre o uso de câmeras corporais em segurança pública.

Agora com a licitação liberada, ela será reaberta para que seja possível adquirir as bodycams. Depois, haverá a fase de testes e implementação dos equipamentos nos PMs selecionados. Com isso, ainda não há data para que os militares do DF passem a usar as câmeras corporais.

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