Taxista que matou a mulher a tiros no DF está preso
Edilson Januário de Souto, 61 anos, estava foragido desde domingo (5/8), após ter disparado quatro tiros na vítima no Recanto das Emas
atualizado
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O taxista Edilson Januário de Souto, 61 anos, suspeito de matar a mulher, Marília Jane de Sousa Silva, 58, se entregou na 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) nesta terça-feira (7/8). O crime ocorreu na noite de domingo (5). De acordo com a Polícia Civil, quatro tiros foram disparados dentro da residência do casal, na Quadra 405 da região administrativa. Um deles, fatal.
Segundo a delegada da 27ª DP, Simone Alencar, o homem compareceu à tarde na unidade policial acompanhado de um advogado. Ele disse que só vai falar em juízo. Não confessou, portanto, o crime bárbaro do qual é acusado. Com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, Edilson será mantido na cadeia e encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda. Responderá por feminicídio, cuja pena máxima é de 30 anos.
No dia seguinte ao crime, o delegado plantonista da 27ª DP Sérgio Bautzer deu detalhes do assassinato. Ele disse haver suspeitas de que o taxista teria passado o dia bebendo e, quando chegou à sua residência, discutiu com a mulher. Os objetos da casa ficaram revirados, indicando briga entre os dois.
O taxista atirou quatro vezes na mulher. Marília Silva tentou fugir, mas foi atingida. A vítima caiu quando ia em direção ao portão. “Ele arrastou o corpo dela para dentro da casa. Um vizinho percebeu a movimentação estranha e chamou a polícia”, detalhou o delegado, um dia após o crime.
O portão estava trancado e teve de ser arrombado por um bombeiro que passava pelo local. Ele prestou os primeiros socorros, mas Marília não resistiu ao ferimento no tórax.
Ainda conforme detalhou Bautzer, antes de deixar a cena do crime, Edilson tirou o carro dele da garagem, colocou o da mulher, deixou os quatro celulares do casal no imóvel e fugiu em seu táxi – o veículo é um Spin de cor prata, placa 7431-DF.
O feminicídio chocou a vizinhança. Segundo uma moradora que prestava alguns serviços de costura para Marília, o casal residia na quadra há aproximadamente dois anos. Era discreto. Dava apenas “bom dia” e parecia tranquilo. “Aqui todo mundo se conhece. Apesar de eu não ser vizinha de porta deles, temos contato com todos e nunca ouvimos nenhum relato de discussão”, disse.
Conforme afirmou outro morador da quadra, sob condição de anonimato, apenas o casal morava no imóvel. “Nunca vimos outras pessoas. Eles não tinham contato conosco. Só ouvíamos que o marido reclamava do barulho quando as crianças jogavam bola em frente ao portão deles. Mas nunca presenciamos nenhuma briga”, relatou.
O taxista não tinha passagens pela polícia do Distrito Federal. Possuía apenas uma ocorrência de ameaça registrada em 2004. A vítima não tinha medida protetiva e nunca havia denunciado o companheiro à PCDF.








