Somente em 2021, Samu já recebeu 6,3 mil trotes no Distrito Federal

Número corresponde à média de 66 ligações por dia no 192. Pessoas que precisam realmente de atendimento são prejudicadas

atualizado

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Breno Esaki/Agência Saúde
Atendente do Samu no DF
1 de 1 Atendente do Samu no DF - Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Em meio ao colapso que o sistema de saúde enfrenta na capital do país por conta do novo coronavírus, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu-DF) ainda tem que enfrentar a ação de pessoas que ligam apenas para passar trotes.  Somente em 2021, 6.398 solicitações de socorro falsas foram registradas pelo órgão.

O número foi divulgado nesta terça-feira (6/4) e corresponde à média de 66 ligações por dia, em período de 96 dias, no 192 (Central de Regulação de Urgências).

“O ideal é que não tenhamos registro de trotes nos nossos relatórios porque isso gera demanda reprimida. Enquanto um dos nossos teleatendentes atende uma chamada falsa, existe uma pessoa com uma ocorrência verdadeira sem conseguir falar com dos nossos técnicos auxiliares de regulação médica, pois são só sete profissionais realizando esse atendimento inicial”, explica o diretor do Samu, Victor Arimatea.

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Somente em 2021, Samu registrou 6,3 mil trotes no Distrito Federal
SAMU estava responsável pelo socorro
O Samu tem 22 bases que atendem ao Distrito Federal
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O Samu tem 22 bases que atendem ao Distrito Federal

Hugo Barreto/Metrópoles
Somente em 2021, Samu registrou 6,3 mil trotes no Distrito Federal
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Somente em 2021, Samu registrou 6,3 mil trotes no Distrito Federal

Hugo Barreto/Metrópoles
SAMU estava responsável pelo socorro
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SAMU estava responsável pelo socorro

Antônio Milena/Arquivo/Agência Brasil

Segundo dados do Samu, os números anuais de ligações falsas estão em queda, mas ainda prejudicam o fluxo das atividades. No mesmo período de 2019, foram registrados 51.744 trotes e, em 2020, 26.443.

“É o que mais atrapalha o trabalho do Samu porque deslocamos uma equipe para atendimento e, enquanto isso, uma vítima grave de um acidente, tiro, infarto, facada, etc, pode deixar de ser atendida”, explica.

“A gente atribui essa queda à maior conscientização das pessoas, principalmente neste momento de pandemia, em que as equipes de saúde têm sido mais solicitadas e, também, ao projeto Samuzinho, que conscientiza as crianças nas escolas sobre a importância do serviço prestado pelo Samu e de que elas podem ligar no caso de uma necessidade, como um adulto que cuida dela passar mal”, destaca.

Arimatea relata que já ocorreram vários casos em que crianças acionaram o serviço e que elas conseguem, muitas vezes, manter maior calma diante de alguém passando mal que um adulto.

O diretor do Samu destaca que em 98% das vezes as equipes conseguem identificar um trote e nem chegam a encaminhar a chamada para um médico ou equipe de enfermagem. No entanto, existem trotes feitos com informações coerentes.

O quantitativo de trotes sempre atrapalha nos atendimentos de ocorrências reais, por isso, o objetivo é zerar o número de trotes. Além disso, os deslocamentos priorizam demandas mais graves que possam resultar em óbitos.

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