Casal faz vaquinha na internet para pagar tratamento de filho nos EUA

Pais tentam levar o menino para instituto considerado referência mundial na hemimelia fibular, doença que impede a formação da fíbula

atualizado 08/05/2018 0:06

Arquivo Pessoal/Reprodução

Diagnosticado com uma malformação nas pernas ainda quando estava no útero da mãe, o pequeno Paulo Vitor Resende, de apenas 3 meses, precisa passar por um tratamento nos Estados Unidos para superar os males da doença – que pode impedi-lo de andar e, em casos mais graves, levar à amputação dos membros inferiores. Moradores de Goiânia, os pais do bebê, Vitor Resende e Sandra Pantaleão, recorreram às redes sociais para tentar arrecadar os R$ 650 mil de que o filho precisa para se tratar nos EUA.

Paulo Vitor sofre de hemimelia fibular, patologia caracterizada pela ausência de fíbula, um dos ossos localizados na canela e que ajuda a dar sustentação ao corpo. O osso também é responsável por estabilidade, postura e andar correto do ser humano. A doença provoca ainda a má-formação dos dedos dos pés, mas isso varia conforme a situação. No caso do menino, há apenas três dedos em cada pé.

“Eu estava na 24ª semana de gestação quando a ecografia indicou que ele não tinha a fíbula. Na 32ª semana, ficou comprovado, mas nós também tiramos uma radiografia quando ele tinha 15 dias. O resultado não deixou dúvidas de que ele não tinha a fíbula”, conta a mãe, Sandra Pantaleão.

Com uma consulta marcada para julho no Paley Institute, hospital norte-americano que é referência na doença, o casal espera continuar a campanha de arrecadação para conseguir completar a terapia nos EUA. “Semana que vem, nós iremos a Brasília para tirar o visto. A gente vai tentar em função de um tratamento mais eficaz”, diz a mãe.

O médico do bebê foi quem recomendou o tratamento no instituto americano. Outras crianças diagnosticadas com a doença em Goiânia já receberam a mesma indicação e, hoje, recuperam-se da hemimelia. “Estamos em contato com um casal que está tratando o filho no Paley Institute. Eles também fizeram campanha para arrecadar dinheiro e estão satisfeitos com o resultado”, relata Sandra.

Em Goiânia, a mãe conta que as opções envolviam apenas a adaptação a próteses e órteses. A referência em ortopedia na capital goiana é o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação (Crer), que não oferece as cirurgias disponíveis no instituto Paley. O tempo estimado do tratamento no Crer, conforme contou Sandra, é de oito anos. “Lá [nos EUA], seria menos agressivo, em menos tempo e traria um resultado bem melhor”, acredita.

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