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Distrito Federal

Sócia do Iate aciona Justiça para poder alimentar gatos do clube

Associada cuida, desde 2017, de 48 felinos que moram no local, mas tem sido impedida pela quarentena contra o coronavírus

28/03/2020 17:52, atualizado 29/03/2020 09:55

Uma associada do Iate Clube de Brasília acionou a Justiça após ser impedida de entrar no local para alimentar uma gatos que moram no clube.

De acordo com a advogada da ação, Ana Paula Vasconcelos, são 48 felinos vivendo no local que dependem de comida e água fornecidas pela associada. A mulher cuida dos animais desde 2017.

No entanto, devido às medidas adotadas pelo Executivo local para frear o crescimento vertiginoso do número de casos de coronavírus na capital, o clube está fechada e a brasiliense foi impedida de entrar no espaço para alimentar os bichinhos.

“Quem tem fome tem pressa, não é crível que os animais fiquem lá morrendo de fome. Nós respeitamos a quarentena e o decreto, não queremos colocar qualquer pessoa em risco”, afirmou a defensora.

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Segundo Ana Paula, as visitas poderiam ocorrer sem desrespeitar o decreto, uma vez que o Iate está mantendo alguns serviços funcionando, como poda de árvores, vigilância e limpeza.

A ação foi protocolada na Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT).

Em despacho publicado na última quarta-feira (25/03), o juiz Carlos Frederico Maroja de Medeiros estipula 72 horas para que o Iate preste informações sobre os gatos e sobre a “adoção de alguma providência com relação à sobrevivência da fauna”.

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O magistrado pede urgência, mas, como só foi citado na sexta (27/03), o clube tem prazo para se manifestar até esta segunda-feira (30/03).

“A análise do nosso pedido só ocorrerá após o juiz após ouvir o clube e o Ministério Público. Isso só irá acontecer para o início de abril, até lá os gatos já morreram de fome”, explica Ana Paula.

Procurada pelo Metrópoles, a assessoria de imprensa do Iate Clube de Brasília afirmou que “vai prestar todas as informações ao Poder Judiciário, na forma solicitada”.