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Distrito Federal

Setor produtivo do DF pede “cooperação harmoniosa” em negociação do BRB

Entidades do setor produtivo do DF publicaram um manifesto conjunto em meio às falas de Lula e Celina sobre o BRB

17/09/2026 18:55, atualizado 17/09/2026 19:51
Igo Estrela/Metrópoles
Imagem aérea mostra a sede do Banco do Brasil, em Brasília

As entidades representativas do setor produtivo do Distrito Federal publicaram, na tarde desta quinta-feira (17/9), um manifesto pedindo “diálogo institucional e cooperação harmoniosa” na negociação da recuperação do Banco de Brasília (BRB).

O posicionamento ocorre em meio ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no qual afirmou que “não vamos dar dinheiro ao BRB” — a fala foi rebatida pela governadora do DF, Celina Leão (PP), a qual pontuou que Lula estaria usando o banco como “arma eleitoral”.

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O documento ressaltou que a instituição é “elemento central da infraestrutura econômica do Distrito Federal e exerce papel essencial no financiamento de empresas, na oferta de crédito, na criação de empregos e no suporte a serviços e programas públicos que beneficiam milhares de famílias”.

Ainda segundo o manifesto, a recuperação do BRB demanda rigor técnico e apuração responsável por parte das autoridades competentes perante eventuais irregularidades.

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“Da mesma forma, ressaltamos a relevância da responsabilidade institucional na condução de alternativas que garantam a estabilidade do banco, a continuidade de suas operações e a proteção dos interesses de toda a sociedade”, alertou.

A manifestação das entidades reforçou que “as decisões relativas ao BRB devem estar fundamentadas em critérios estritamente técnicos e de governança, de forma independente em relação a debates partidários ou calendários eleitorais”.

“As instituições de desenvolvimento permanecem para além de mandatos e governos, integrando o patrimônio econômico de Brasília.”

O documento é assinado conjuntamente por cinco organizações representativas do setor produtivo do Distrito Federal: Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-DF); Associação Brasileira de Empreiteiros de Obras Públicas (Asbraco); Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico (Codese); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-DF); e Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF).