SES-DF adota novo tipo de inseticida no combate à dengue. Veja

A Secretaria de Saúde adotou a nova tecnologia como uma estratégia complementar para conter a população do mosquito transmissor da doença

atualizado

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Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
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1 de 1 Agente de saúde - Metrópoles - Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) adotou um novo inseticida no combate contra o mosquito da dengue. Segundo a pasta, o BRI-Aedes possui maior potencial de eficácia após a aplicação e pode ser utilizado dentro das residências para matar o Aedes aegypti, inseto transmissor de dengue, zika vírus e chikungunya.

Segundo a pasta, a adoção no novo inseticida é uma estratégia complementar. Nessa quarta-feira (26/2), a equipe de Vigilância Ambiental do Paranoá e Itapoã realizou a aplicação do insumo em moradias da região.

Por conta do crescimento de casos na região, a equipe visitou três vezes a vizinhança. Nesta última, utilizou o BRI-Aedes.

De acordo com a secretaria, a substância é aplicada apenas uma vez e possui eficácia de 90 dias. Durante a aplicação, os moradores precisam cobrir os móveis e aguardar uma hora após o procedimento para ingressarem novamente à residência.

O BRI-Aedes é capaz de eliminar os mosquitos adultos que pousam nas superfícies onde foi aplicado o inseticida e repelir a entrada de outros. A estratégia é usada de forma complementar ao trabalho de rotina principal dos agentes de vigilância ambiental (Avas).

Medidas adotadas pelos Avas contra a dengue:

  • Eliminação de possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água (pneus, garrafas, vasos de plantas, piscinas sem uso, entre outros);
  • Monitoramento e orientações de prevenção durante as visitas – também é de grande relevância para o combate à dengue e outras doenças causadas pelo mosquito.

“O novo inseticida busca reduzir o contato entre vetor e humano, criando uma barreira química dentro das casas. Isso mantém um controle efetivo por um período prolongado”, explica a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental (Nuval) do Paranoá e Itapoã, Zeneide Alves Duarte.

Arboviroses

Do ponto de vista epidemiológico, são priorizados os locais com histórico recente e ou persistente de casos de arboviroses, alta concentração de população vulnerável e áreas com elevado risco de transmissão.

Pela perspectivas entomológicas (estudo de insetos), são levados em consideração a presença de criadouros ativos, elevados índices de infestação predial e locais que favorecem a manutenção ou proliferação de vetores, como depósitos fixos de água e imóveis de difícil acesso.

Combate conjunto

Segundo a Secretaria de Saúde, o trabalho conjunto com a população é crucial para evitar os criadouros do Aedes aegypti e doenças transmitidas pelo mosquito.

A população deve evitar o acúmulo de água em pneus, latas, vasos de plantas e garrafas vazias. Também é preciso limpar regularmente a caixa d’água e a mantenha fechada, verificar as calhas, retirando folhas, galhos e sujeira que possa impedir a circulação de água. É necessário tampar os ralos e checar se existe larvas do mosquito transmissor em casa.

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