Servidores do IML ameaçam greve por reestruturação da carreira
O Sindireta-DF marcou uma assembleia para a próxima quinta-feira (12/3), às 8h, para definir se haverá greve
atualizado
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Servidores do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal ameaçam entrar em greve. Em uma assembleia, realizada nesta sexta-feira (6/3), o Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas (Sindireta-DF) definiu que vai dar um prazo para que o GDF dialogue com a categoria sobre o Projeto de Lei de Reestruturação da Carreira Atividades Complementares de Segurança Pública.
O Metrópoles apurou que os servidores vão esperar até a próxima quarta-feira (11/3) e, caso não haja qualquer resposta, na quinta-feira (12/3), às 8h, uma nova assembleia vai definir se a greve será ou não instalada.
O presidente da Associação dos Técnicos em Necropsia (Asten) e diretor do Sindireta-DF, José Romildo Soares, disse que a categoria tenta, sem sucesso, a reestruturação desde 2013.
“A nossa carreira está muito desvalorizada, o que afeta o atendimento à população. A gente quer essa reestruturação para atrair mais servidores e, consequentemente, melhorar a qualidade do atendimento”, pontuou.
Segundo eles, do último concurso, realizado em 2011, somente cinco servidores estão na área afim. “Estamos sobrecarregados. Em 2025, chegou a uma situação de colapso dos servidores. Temos colegas que fazem plantões durante 48h consecutivas, só para manter o serviço funcionando. Muitos estão adoecendo por causa disso”, lamentou.
Ainda de acordo com Romildo, a tendência é que “a coisa piore”. Isso porque muitos servidores vão se aposentar a partir de 2027, agravando ainda mais a redução de quadro.
“O GDF não diz ‘sim’ ou ‘não’. Tem apenas ignorado nossos pedidos de reuniões para tratar sobre o assunto, embora a gente tenha o total apoio da Polícia Civil (PCDF) e da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)”, observou.
O presidente da Asten disse que os servidores do IML são tratados como se fossem de “terceira classe” pelo governo. “A gente quer mostrar que trabalhamos e precisamos ser valorizados, assim como todas as outras carreiras. Não sei de que forma a informação chega até o governador ou se ele tenha noção da gravidade do problema”, comentou.
A reportagem entrou em contato com o GDF, pedindo um posicionamento sobre o assunto, e aguarda retorno. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
