Servidores da educação em MG mantêm greve após Zema anunciar reajuste
Mesmo com reajuste de 5,4% anunciado pelo governo de Romeu Zema, sindicato anuncia greve por tempo indeterminado
atualizado
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Belo Horizonte – O Sindicato que representa os servidores da rede estadual de ensino de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) confirma a manutenção de greve da categoria com início nesta esta quarta-feira (4/3), mesmo com o anúncio de recomposição salarial de 5,4% anunciado pelo governador Romeu Zema (Novo) para todo o funcionalismo público do estado.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 41,83%, que, segundo eles, visa recuperar as perdas de 2019 a 2025, além de aplicar o reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, de 30 de janeiro de 2026, ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica. Eles também reivindicam o “fim dos ataques do governo à escola pública”, em publicação feita no site do sindicato.
A Portaria 82 oficializa o novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério Público da Educação Básica para 2026, fixado em R$ 5.130,63.
Em uma publicação nas redes sociais do sindicato, a categoria alega que “já são oito anos de retrocessos e ataques aos direitos dos trabalhadores da educação, além de uma política educacional que visa ao desmonte, à privatização e à precarização”.
O projeto de lei que determina o aumento dos servidores deverá ser enviado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda no mês de março. A definição referente a datas de pagamento depende de aprovação do texto na casa legislativa e sanção do governador Romeu Zema.
O Sind-UTE afirma que a greve está mantida e que aguarda manifestação do governo estadual para iniciarem a negociação das reivindicações, inclusive do reajuste referente aos anos anteriores. Veja vídeo da coordenadora do sindicato, Denise Romano.
