Servidores da assistência social do GDF anunciam greve da categoria
O sindicato aprovou ato em assembleia. Servidores seguirão atuando com efetivo mínimo de 30% nas unidades de funcionamento 24h
atualizado
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O Sindicato dos Servidores da Assistência Social e Cultural (Sindsasc) aprovou, em assembleia na manhã desta terça-feira (10/3), greve da categoria. Após a votação que confirmou o início da paralisação, alguns servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), da Secretaria de Justiça do DF (Sejus) e da Secretaria da Mulher ocuparam a sede da Sedes para protestar por mudanças nas gratificações.
Uma das principais reivindicações é a conversão da Gratificação de Titulação (GTIT) em Gratificação de Desempenho da Assistência Social (GHDAS), além da imediata contratação da banca para o concurso da Sedes que foi autorizado para 2026, com previsão de 1.197 vagas.
Na mudança para Gratificação de Desempenho, o adicional pago seria baseado no desenvolvimento do trabalho executado e não na titulação por formação acadêmica, como é pago atualmente. O sindicato alega que há uma discriminação contra os servidores.
“No caso de um servidor que tem pós-graduação e que trabalha em situação de total periculosidade, como nos dois Centros-Pop, por que esse servidor não tem direito de receber a gratificação que é concedida a quem trabalha na Procuradoria? Ambos estudaram para ter uma pós. A diferença é que um trabalha com pessoas em situação de rua e outro trabalha com procuradores”, indagou o entidade.
Em nota, o Sindsasc disse, ainda, que a greve não seria iniciada caso o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentasse proposta que atendesse aos interesses da categoria. “A greve não seria iniciada se houvesse uma proposta respeitosa. No entanto, sequer resposta foi dada”, protestaram.
O sindicato da categoria informou que os servidores seguirão atuando com efetivo mínimo de 30% nas unidades de funcionamento 24h e nos serviços considerados essenciais.
O comando da Greve se reunirá nesta quarta-feira (11/3) para dar novas orientações para os seus filiados. O Governo do Distrito Federal e as três secretarias que devem ser afetadas foram acionadas para falar sobre a decisão de greve da categoria, mas até o momento não se posicionaram. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.
