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Depois da entrevista dada pelo diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba, ao Metrópoles, na qual ele explica as recentes mudanças em cargos de chefia da corporação, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do DF (Sindepo) se posicionou.

Em vídeo, Rafael Sampaio divergiu de algumas declarações de Eric Seba e defendeu que somente as mudanças em postos-chave da polícia não serão suficientes para resgatar a excelência da instituição. “Alterações administrativas não irão trazer a Polícia Civil para um nível de atuação adequado”, enfatizou o sindicalista.

Sampaio criticou o comentário de Eric Seba sobre a instabilidade emocional de alguns dos colegas retirados do comando de delegacias circunscricionais e especializadas. O diretor-geral da PCDF admitiu, em entrevista, que alguns delegados substituídos de funções estratégicas eram “muito bons profissionais”. Mas Seba avaliou que alguns deles passam por um momento difícil e não mantêm uma “postura estável”. Em um trecho mais enfático, chegou a dizer que esses delegados têm de se tratar: “Talvez estejam precisando buscar um pouco da ajuda divina, de Deus. São pessoas espiritual e mentalmente doentes”.

Nós temos muitos servidores adoecendo dentro da instituição e entrando em depressão. Eles estão assim por falta de condições de trabalho e por falta de recomposição salarial. E o que nós precisamos para melhorar isso é de valorização, é de investimento do Governo do Distrito Federal. Nós temos um quadro imensamente defasado, menor do que era em 1993"
Rafael Sampaio, presidente do Sindepo

O presidente do Sindepo ainda afirmou que 50% dos cargos da Polícia Civil do DF estão vazios por falta de pessoal e voltou a bater na tecla da necessidade de aumento dos vencimentos, equiparando-os aos da Polícia Federal — um pedido antigo da categoria. “É inaceitável que um servidor tenha defasagem salarial tão grande. Até hoje, permanecemos como a única categoria que não teve recomposição salarial nos últimos anos”, completou.

Repercussão
Diante da grande repercussão do que disse Seba na entrevista, o próprio diretor se explicou em mensagens de WhatsApp para alguns colegas. “Gostaria de fazer algumas pontuações sobre toda a polêmica do vídeo, não corro das minhas responsabilidades. Assim como sou suficientemente homem para pedir desculpas caso tenha tido alguma atitude injusta ou ofensiva, apesar de não ter sido a intenção no caso em questão quando me manifestei”, disse. Seba afirma ainda que não quis em momento algum “atingir ou denegrir os servidores nominados nos atos publicados”.

O Metrópoles publica a íntegra da pergunta e da resposta que gerou grande embate entre Seba e alguns policiais neste sábado. Assista:

 

 

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