Sepultamento do pioneiro Roberto Curi será nesta quarta-feira no DF
O empresário estava internado havia cerca de 15 dias e teve uma parada cardíaca na terça-feira (23/2)

O pioneiro Roberto Curi morreu ontem, aos 88 anos, vítima de complicações da Covid-19. Ele estava internado havia cerca de 15 dias, no Hospital DF Star, na Asa Sul. A família anunciou o velório, nesta quarta-feira (24/2), e agradeceu às mensagens de conforto recebidas.
“Elas mostram o quão querido era nosso pai, exemplo sem igual de dedicação, bondade, sabedoria e amor à família e aos amigos”, disseram Karina e Roberto Curi, filhos do pioneiro e empreendedor da capital. “Devemos sempre lembrá-lo com gratidão, alegria e orgulho”, finalizaram.
O sepultamento será realizado nesta quarta-feira (24/2) no Cemitério Campo da Esperança, às 14h30, no Templo Ecumênico 1. O sepultamento será às 15h na Ala dos Pioneiros, Setor A, Quadra 702-2, Lote 19 (próximo ao Cruzeiro). A família diz que o sepultamento vai obedecer a todos os protocolos contra Covid-19.
Perfil
Filho de libanês, Roberto Curi nasceu em São Paulo, em outubro de 1932, e veio para Brasília durante a construção da nova capital federal, em 1957. Na cidade, iniciou os negócios no ramo da venda de pneus.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DFTornou-se proprietário de uma das mais proeminentes revendedoras do país, a Curinga dos Pneus. Depois, o negócio se expandiu, e a empresa passou também a atuar como concessionária de carros e de caminhões.
Muito sentidos pela morte do patriarca, familiares de Curi contaram que, até hoje, aos 88 anos, Roberto Curi continuava à frente dos negócios e dava expediente nas empresas.
“Meu pai teve uma trajetória espetacular, ilibada e honrada. Veio para este mundo só para fazer a diferença, para construir uma família verdadeira e um ambiente de trabalho digno. Teve um crescimento profissional que se tornou orgulho e exemplo para todos nós”, disse Karina Curi, filha de Roberto.
Karina foi casada com o ex-governador do Distrito Federal Rogério Rosso, que considera Roberto Curi como um pai. “Ele é uma das pessoas que eu mais amo nesta vida. Construiu uma linda família cheia de valores”, afirmou.
Rogério Rosso lamentou o fato de o sogro não ter sido alcançado pela vacina. Diretor de Negócios Internacionais da União Química, Rosso é uma das vozes mais ativas em defesa da distribuição da vacina russa, a Sputnik V, no Brasil.











