Sem quorum, CLDF não discute futuro da CPI da Pandemia

Havia compromisso de Casa decidir nesta quarta se vai ou não apurar suspeitas de irregularidades na Saúde do DF, mas não houve deliberação

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles
Plenário da CLDF
1 de 1 Plenário da CLDF - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Ao final da sessão de terça-feira (8/9), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) selou um acordo: nesta quarta-feira (9/9), o primeiro item da pauta do plenário seria a deliberação sobre o futuro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Isso não ocorreu. Por falta de quorum, nada foi decidido ou votado.

O presidente da CLDF, deputado Rafael Prudente (MDB), não compareceu à sessão desta tarde. Segundo a assessoria da Presidência, o parlamentar teve problemas familiares, mas ainda iria ao plenário. Mas, sem quorum, a sessão terminou antes de ele chegar à Casa. Embora 17 deputados tenham registrado comparecimento, na hora do debate em plenário não havia o número regimental necessário para discussões, de no mínimo 13 distritais presentes.

Autor do requerimento de instalação da CPI, o deputado distrital Leandro Grass (Rede) classificou a situação como um “papelão”. “É um episódio triste, que infelizmente reforça o discurso de muitas pessoas que chamam isso aqui de Casa dos Horrores, Casas dos Assombros”, assinalou, lembrando que a Casa já foi abalada por escândalos como a Caixa de Pandora e a Operação Drácon, tendo cumprido seu papel de investigar.

“Essa sessão é uma brincadeira de mal gosto”, disparou Fábio Felix (PSol). Para o distrital, o episódio destaca a falta de palavra entre os parlamentares, pois havia acordo para os deputados decidirem nesta quarta-feira se haverá ou não nova CPI da Saúde na CLDF. Arlete Sampaio foi categórica: “Não gosto de participar de farsas”.

 

Sem quorum, CLDF não discute futuro da CPI da Pandemia - destaque galeria
10 imagens
Painel chegou a registrar 17 distritais
Leandro Grass, autor do pedido de CPI
Grass lembrou que a CDLF já foi chamada de "Casa dos Horrores"
Parlamentares cobraram cumprimento de acordo
O acordo era deliberar o futuro da CPI nesta quarta-feira
CLDF não delibera futuro de CPI
1 de 10

CLDF não delibera futuro de CPI

Igo Estrela/Metrópoles
Painel chegou a registrar 17 distritais
2 de 10

Painel chegou a registrar 17 distritais

Igo Estrela/Metrópoles
Leandro Grass, autor do pedido de CPI
3 de 10

Leandro Grass, autor do pedido de CPI

Igo Estrela/Metrópoles
Grass lembrou que a CDLF já foi chamada de "Casa dos Horrores"
4 de 10

Grass lembrou que a CDLF já foi chamada de "Casa dos Horrores"

Igo Estrela/Metrópoles
Parlamentares cobraram cumprimento de acordo
5 de 10

Parlamentares cobraram cumprimento de acordo

Igo Estrela/Metrópoles
O acordo era deliberar o futuro da CPI nesta quarta-feira
6 de 10

O acordo era deliberar o futuro da CPI nesta quarta-feira

Igo Estrela/Metrópoles
A sessão foi presidida pelo deputado Robério Negreiros
7 de 10

A sessão foi presidida pelo deputado Robério Negreiros

Igo Estrela/Metrópoles
Negreiros defendeu Rafael Prudente
8 de 10

Negreiros defendeu Rafael Prudente

Igo Estrela/Metrópoles
Segundo Negreiros, Prudente teve problemas familiares
9 de 10

Segundo Negreiros, Prudente teve problemas familiares

Igo Estrela/Metrópoles
A sessão acabou sem votações
10 de 10

A sessão acabou sem votações

Igo Estrela/Metrópoles

“Cadê os deputados? Cadê? Ontem, nós assumimos um compromisso de que todos estariam aqui para a gente decidir se íamos ou não íamos instalar essa CPI. Senhores deputados, vocês que estão em seus gabinetes, em suas casas, bares, botecos e igrejas: apareçam, senhores. Decidam. Digam sim ou não. A Câmara não pode ser frouxa”, provocou Reginaldo Veras (PDT).

Membro da Mesa Diretora, Robério Negreiros (PSD) presidiu a sessão e defendeu Rafael Prudente. “Sempre se pautou pelo compromisso e pela palavra”, resumiu. Negreiros reforçou a justificativa apresentada pela assessoria do presidente da Casa e eximiu Prudente de responsabilidade pela ausência dos líderes e outros distritais.

“Não dá para se colocar a culpa no presidente. O que não é o caso”, argumentou. Do ponto de vista de Negreiros, Prudente sempre tomou decisões pautado pelo regimento interno e orientações da Procuradoria da Casa, a qual já se manifestou contra a abertura da nova CPI.

Passo a passo

Grass apresentou em julho o requerimento da CPI para investigar indícios de corrupção na Secretaria de Saúde nas ações de controle da pandemia do novo coronavírus, em julho. Deflagrada pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), em agosto, a Operação Falso Negativo deu força política à possibilidade de abertura da CPI da Pandemia ao prender a cúpula da Secretaria de Saúde por participação em suposto esquema de fraude na compra de testes rápidos para detecção da Covid-19.

Em 27 de agosto, o requerimento para instalação da comissão atingiu o total de 13 assinaturas de deputados distritais, número necessário para instalação imediata da CPI.

Veja os alvos da Falso Negativo:

Sem quorum, CLDF não discute futuro da CPI da Pandemia - destaque galeria
6 imagens
Eduardo Hage Carmo, ex-subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF
Ricardo Tavares Mendes foi um dos alvos da Operação Falso Negativo, deflagrada em 2020
Jorge Antônio Chamon Júnior, ex-diretor do Laboratório Central (Lacen)
Iohan Andrade Struck, ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DF
Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, ex-secretário adjunto de Gestão em Saúde
Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do DF
1 de 6

Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do DF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Eduardo Hage Carmo, ex-subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF
2 de 6

Eduardo Hage Carmo, ex-subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do DF

Renato Alves/Agência Brasília
Ricardo Tavares Mendes foi um dos alvos da Operação Falso Negativo, deflagrada em 2020
3 de 6

Ricardo Tavares Mendes foi um dos alvos da Operação Falso Negativo, deflagrada em 2020

Vinícius Santa Rosa/Metrópoles
Jorge Antônio Chamon Júnior, ex-diretor do Laboratório Central (Lacen)
4 de 6

Jorge Antônio Chamon Júnior, ex-diretor do Laboratório Central (Lacen)

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Iohan Andrade Struck, ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DF
5 de 6

Iohan Andrade Struck, ex-subsecretário de Administração Geral da Secretaria de Saúde do DF

Reprodução
Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, ex-secretário adjunto de Gestão em Saúde
6 de 6

Eduardo Seara Machado Pojo do Rego, ex-secretário adjunto de Gestão em Saúde

Roque de Sá/Agência Senado

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comDistrito Federal

Você quer ficar por dentro das notícias do Distrito Federal e receber notificações em tempo real?