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A greve dos vigilantes está mantida. Em assembleia realizada na noite desta terça-feira (6/3), a categoria decidiu, por unanimidade, que os profissionais permaneçam de braços cruzados. Nesta quarta (7), os trabalhadores voltam a se reunir, às 15h, no Conic, para decidir o futuro do movimento.

A paralisação já dura cinco dias e afeta o funcionamento de bancos, parques e alguns órgãos públicos e privados. O movimento atinge também as unidades de internação do sistema socioeducativo e monumentos públicos, como a Torre de TV e o Estádio Nacional Mané Garrincha.

A categoria decidiu recorrer da decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que determinou, por meio de liminar expedida na sexta-feira (2), a suspensão da greve e o retorno imediato de “100% do efetivo nos postos de serviços hospitalares, bancários, transporte de valores e tribunais de Justiça, assim como 70% nos demais postos de serviços”, sob pena de multa diária de R$ 100 mil para o sindicato.

Os vigilantes reivindicam aumento de 7% e manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva. A data-base dos trabalhadores é no início de janeiro, mas eles afirmam que não houve avanço nas negociações com os donos das empresas. Funcionários da Brasfort — empresa ligada ao distrital Robério Negreiros (PSDB) — também reivindicam a volta do pagamento do plano de saúde, cortado logo após o início da greve.

Confira os setores afetados pela greve dos vigilantes:

Bancos
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou, em nota, que “cada instituição tem a prerrogativa de optar por não abrir uma ou mais agências, caso avalie que tal escolha é a mais segura para seus clientes e funcionários”. Em função disso, BB e Caixa não abriram as portas. No BRB, apenas as unidades onde os vigilantes não entraram em greve estão funcionando. A Febraban diz que a população pode recorrer a canais alternativos para fazer operações bancárias, como caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking, banco por telefone e correspondentes.

Parques
O Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável pela administração de 68 parques ecológicos no DF, decidiu abrir nesta segunda (5) o de Águas Claras, graças ao apoio do Batalhão de Polícia Ambiental, que mantém um posto no local. Nesta terça (6), voltam a funcionar: Olhos D’Água (Asa Norte), Bosque do Sudoeste, Asa Sul, Dom Bosco (Lago Sul), Sucupira (Planaltina), Paranoá e Jequitibás (Sobradinho), Areal, Veredinha (Brazlândia), Vivencial do Gama e Lago Norte. Apenas duas unidades ficarão fechadas: o Ezechias Hering, no Guará (por questões de segurança e riscos de invasões) e o Saburo Onoyama, em Taguatinga, que passará por limpeza e manutenção.

Saúde
O atendimento em hospitais e postos de saúde também está prejudicado pela greve. A Secretaria de Saúde (SES-DF) informou que, por questões de segurança, a maioria suspendeu as visitas. “Unidades básicas de saúde e hospitais restringiram acesso às portarias centrais e o contingente de vigilantes que permanece trabalhando reforça a segurança nesses acessos”, disse.

INSS
As agências do INSS na Asa Sul e em Ceilândia funcionam parcialmente e só atendem os segurados que agendaram previamente pelo telefone 135 ou pela internet, para os serviços que não dependam de perícias médicas.

Já as unidades de Taguatinga, Sobradinho, Gama e Planaltina, estão fechadas. “Os servidores permanecem trabalhando nas atividades internas”, afirmou o INSS, em nota.

Sistema socioeducativo
A vigilância está prejudicada nas sete unidades de internação do sistema socioeducativo do DF. De acordo com o sindicato dos servidores da carreira, agentes se revezam na função para garantir a integridade física de mais de 800 menores infratores.

Torre de TV
Fechada desde quinta-feira (1º/3). Só vai reabrir quando os vigilantes retornarem ao trabalho.

Jardim Zoológico
Fechado desde sexta-feira (2/3). Só volta ao normal depois que a greve terminar.

Estádio Mané Garrincha
Fechado para visitação até a volta dos vigilantes ao trabalho.