Vídeo. PCDF prende assaltante que ostentava dinheiro na web

Bandido especializado em explosão de caixas eletrônicos disse pensar que não seria preso em meio à pandemia do coronavírus

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Policiais da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) prenderam, nessa quarta-feira (01/03), um dos líderes de uma organização criminosa especializada em assaltos e furtos a caixas eletrônicos. Mesmo com mandado de prisão em aberto, o homem seguia alimentando as redes sociais e ostentando produtos dos crimes (confira abaixo).

O delegado Diego Castro, da DRF, divisão que pertence à Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri), detalhou que o criminoso foi flagrado no momento em que trafegava em um veículo próximo à academia da Polícia Civil, entre o Recanto das Emas e Samambaia.

O criminoso chegou a questionar a ação dos policiais. Disse acreditar que os trabalhos dos investigadores estavam suspensos devido à pandemia do novo coronavírus. Debochou, afirmando que estaria solto em breve.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Betrayal, que investiga assalto em um posto de combustíveis da Asa Norte. O crime ocorreu no ano passado. O preso dessa quarta-feira (01/04) agiu com auxilio de três comparsas.

O trio foi preso e, depois, solto pelo Judiciário. No entanto, acabaram nas mãos da Polícia Civil novamente e agora estão na cadeia. Os envolvidos que estão no sistema penitenciário também foram alvos de novos mandados de prisão na Operação Betrayal.

O mesmo grupo já foi alvo de três outras operações da PCDF. Eles já se vestiram de policial para cometer assalto, adaptaram um carro para que um cadeirante pudesse atuar como “piloto de fuga” e aprenderam a arrombar caixas eletrônicos por meio de instruções passadas por telefone. Um preso que cumpre pena no Maranhão costumava ligar para a quadrilha do DF e ensinar as técnicas do furto.

Black Ônix
Apesar de não ter o movimento das pernas, Luiz Alves da Silva, 27, era considerado pelo bando um exímio motorista – ele participou de boa parte dos 10 assaltos cometidos pela organização criminosa. Para conseguir guiar o veículo, desenvolveu um sistema artesanal que o permitia movimentar os pedais de embreagem, freio e acelerador. O suspeito foi preso em agosto de 2019 na Operação Back Ônix.

O carro, um Volkswagen modelo Golf, foi adaptado com conexões de canos de PVC nos pedais: tubos de plástico e madeira eram enroscados e operados manualmente pelo cadeirante.

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Cadeirante, o piloto de fuga criou um sistema artesanal para guiar o veículo
Os pedais foram adaptados com conexões de PVC
O suspeito usava bastões de plástico para acionar os pedais
Com os equipamentos, Luiz Alves conseguia acionar freios, embreagem e acelerador
Apesar de não ter o movimento das pernas, o criminoso é considerado um exímio motorista pelo bando
Luiz Alves já havia sido preso por porte ilegal de arma de fogo, receptações e roubo à mão armada
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Luiz Alves já havia sido preso por porte ilegal de arma de fogo, receptações e roubo à mão armada

Carlos Carone/Metrópoles
Cadeirante, o piloto de fuga criou um sistema artesanal para guiar o veículo
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Cadeirante, o piloto de fuga criou um sistema artesanal para guiar o veículo

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Os pedais foram adaptados com conexões de PVC
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Os pedais foram adaptados com conexões de PVC

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O suspeito usava bastões de plástico para acionar os pedais
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O suspeito usava bastões de plástico para acionar os pedais

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Com os equipamentos, Luiz Alves conseguia acionar freios, embreagem e acelerador
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Com os equipamentos, Luiz Alves conseguia acionar freios, embreagem e acelerador

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Apesar de não ter o movimento das pernas, o criminoso é considerado um exímio motorista pelo bando
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Apesar de não ter o movimento das pernas, o criminoso é considerado um exímio motorista pelo bando

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Fausse Police
Em setembro do ano passado, a DRF prendeu cinco integrantes da organização criminosa. Eles se passavam por policiais civis do Distrito Federal para assaltar estabelecimentos comerciais e residências. O bando também é acusado de cometer latrocínios, que é o roubo seguido de morte. A operação foi batizada de Fausse Police.

Torch
Mesmo cumprindo pena no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, Romário Carvalho de Moura comandava a organização criminosa especializada no arrombamento de caixas eletrônicos no Distrito Federal. O detento foi alvo da Operação Torch deflagrada pela DRF no ano passado. Interceptações telefônicas feitas com autorização judicial mostram como ele ensinava o passo a passo dos crimes para os comparsas.

De acordo com as conversas, cujo sigilo foi retirado pela Justiça, Romário, que foi condenado justamente por cometer ataques contra os terminais de autoatendimento, ensinava um dos cúmplices a agir no momento do arrombamento. Na conversa, o preso explica onde as chamas devem ser usadas e quais os dispositivos precisam ser cortados. Daí o nome da operação “Torch”, traduzido para o português como “tocha”.

Entre outros crimes, a quadrilha teria participado do ataque ao caixa eletrônico instalado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ocorrido na Asa Norte em 6 de junho de 2019, e do arrombamento do terminal que fica no Centro de Saúde nº 3 do Riacho Fundo, no dia 11 de agosto de 2019.

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