Tiroteio em hospital público do DF acaba com três pessoas baleadas

A Polícia Militar chegou a informar que bandidos tentaram roubar a arma de um vigilante. Mas, segundo a PCDF, tudo começou com uma briga

Kaká Milani/Cedida ao MetrópolesKaká Milani/Cedida ao Metrópoles

atualizado 17/01/2019 17:58

Três homens ficaram feridos na tarde desta quinta-feira (17/1), no Hospital Regional do Gama (HRG), durante um tiroteio. A Polícia Militar chegou a informar que bandidos tentaram roubar a arma de um dos vigilantes da unidade médica, e outro segurança reagiu e disparou contra os suspeitos. Porém, após colher os depoimentos de todos os envolvidos, a Polícia Civil deu outra versão para o caso.

Segundo o delegado plantonista da 20ª Delegacia de Polícia, Sadi George Pereira, dois desafetos começaram a brigar dentro de um ônibus e um deles teria sido esfaqueado. Ferido, a vítima teria entrado ofegante na guarita da unidade hospitalar para pedir socorro, mas foi confundido com um assaltante.

O vigilante que estava do lado de fora da guarita acabou disparando contra os dois. “A confusão começou com dentro do coletivo e se estendeu para a guarita do hospital. Não sabemos ainda a dinâmica, mas o vigilante pode ter se afobado na hora e executado os disparos”, explicou Sadi.

Um dos seguranças deu entrada no hospital com um ferimento no punho esquerdo. A polícia acredita que ele tenha sido baleado pelo próprio companheiro de trabalho.

O rapaz que portava a faca levou um tiro nas costas e está internado no HRG, em estado grave. O homem que levou a facada no braço ainda dentro do ônibus, acabou sendo baleado de raspão no peito. Recebeu atendimento médico e foi liberado após prestar depoimento.

Um terceiro homem acabou detido por engano por um policial à paisana que estava próximo ao local, mas logo a confusão foi esclarecida e ele foi liberado.

 

 

Segundo o delegado plantonista, o rapaz esfaqueado no ônibus não quis representar denúncia contra o colega porque, segundo ele, a “lei das ruas não tolera delatores”. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Saúde disse que “informações sobre o ocorrido devem ser apuradas junto à polícia, que está realizando perícia”.

 

No total, 35 vigilantes dão expediente no hospital, mas apenas cinco portam arma de fogo. Depois do incidente, todas as portarias da unidade tiveram a segurança reforçada.

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