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Segurança

Policial que surtou é suspeito de matar vizinho após discussão

Crime aconteceu em 2012, em Taguatinga. O motivo do desentendimento teria sido uma vaga de estacionamento

03/03/2018 05:33
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Michael Melo/Metrópoles
Policial que surtou é suspeito de matar vizinho após discussão

O surto dessa sexta-feira (2/3) pode não ter sido o primeiro ato de descontrole e violência do policial militar Sílvio Costa Pereira, 32 anos. Ele é suspeito de matar o vizinho após uma discussão em 2012, em Taguatinga. O motivo do desentendimento teria sido uma vaga de estacionamento.

O sargento do Corpo de Bombeiros Heglisson William Landa, 42 anos, foi morto dentro de casa com um tiro no peito. “Eles moravam no mesmo lote. Meu irmão voltou de uma festa e, como ele tinha bebido, uma amiga voltou dirigindo. Sem saber, ela estacionou na vaga do Sílvio”, conta a irmã da vítima, Danielle Veloso, 30 anos. Pereira ainda não era soldado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na data do crime.

Após a discussão com o vizinho, ele teria voltado ao local, então armado e com um amigo. Naquele momento, Sílvio supostamente atirou em Heglisson, que morreu na hora. “Ainda sentimos a dor pela morte dele. Fiquei muito nervosa quando soube que ele estava atirando, sei como ele é descontrolado e violento”, contou Danielle. 

De acordo com o delegado Yuri Fernandes, da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga), Sílvio Costa Pereira foi indiciado por homicídio qualificado, mas o policial não soube informar se o registro é referente à morte do sargento do Corpo de Bombeiros.

Nessa sexta-feira (2), o policial militar disparou pelo menos 30 vezes em um prédio na Rua 12, em Vicente Pires. Depois de três horas de negociação, ele se rendeu, foi levado a um hospital, medicado e, ainda, no interior da ambulância, informou ao delegado que só falaria em juízo. Pagou fiança de R$ 2 mil e acabou liberado no início da noite.

Veja o vídeo do momento em que o PM é colocado em uma viatura do Corpo de Bombeiros:

De acordo com Yuri Fernandes, o militar esvaziou três pentes da arma, uma pistola .40. Testemunhas contaram em depoimento que o PM tinha depressão e já vinha demonstrando sinais de isolamento. Os disparos foram feitos dentro e fora do apartamento. Por pouco não houve uma tragédia, já que os tiros acertaram paredes e até carros estacionados.

Pereira foi autuado em flagrante por disparo de arma de fogo em local habitado e pode ser condenado a pena de 2 a 4 anos de prisão. Agora, segundo o advogado Aldênio de Souza, fará tratamento em uma clínica conveniada com a Polícia Militar.

Veja as imagens da confusão:

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O policial ficou três horas trancado no imóvel
Carro foi atingido por um dos disparos feitos pelo policial
O Bope em ação
Policial foi levado para o hospital
O agente da PMDF estava totalmente transtornado
Toda a área perto do prédio foi isolada
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Toda a área perto do prédio foi isolada

Michael Melo/Metrópoles
O policial ficou três horas trancado no imóvel
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O policial ficou três horas trancado no imóvel

Michael Melo/Metrópoles
Carro foi atingido por um dos disparos feitos pelo policial
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Carro foi atingido por um dos disparos feitos pelo policial

Michael Melo/Metrópoles
O Bope em ação
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O Bope em ação

Vicente Pires/Metrópoles
Policial foi levado para o hospital
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Policial foi levado para o hospital

Michael Melo/Metrópoles
O agente da PMDF estava totalmente transtornado
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O agente da PMDF estava totalmente transtornado

Reprodução/TV Record
Como ele estava atirando pela varanda, a PMDF isolou a área, e a imprensa não conseguiu se aproximar
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Como ele estava atirando pela varanda, a PMDF isolou a área, e a imprensa não conseguiu se aproximar

Reprodução/TV Record
O policial trabalha há cinco anos na corporação
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O policial trabalha há cinco anos na corporação

Reprodução/TV Record
O irmão do policial foi chamado a fim de ajudar nas negociações
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O irmão do policial foi chamado a fim de ajudar nas negociações

Reprodução/TV Record

De acordo com os vizinhos, o policial já teria apresentado comportamento agressivo na quinta-feira (1º/3). Nas rede sociais, PMs contaram que o homem também estava criando problemas no ambiente de trabalho, já há algum tempo.

O caso será investigado pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga). A unidade é a mesma na qual, no início desta semana, o delegado Yuri Fernandes deu voz de prisão a policiais militares que teriam se recusado a levar um motorista embriagado ao hospital após ele ter sido preso.