Polícia Militar inicia processo para renovação da frota

“Metrópoles” teve acesso às imagens do veículo, marca Blazer, sendo testado. Corporação elabora uma ata de registro de preços para a compra de 400 carros novos, com alterações destinadas à segurança dos militares durante o patrulhamento

atualizado

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A Polícia Militar do Distrito Federal acelerou o procedimento interno que deve aposentar de vez as controversas viaturas modelo Mitsubishi Pajero, que protagonizaram pelo menos 20 capotamentos desde que foram compradas, em 2012. Em um desses acidentes, um militar morreu. Em outro, o servidor teve um braço amputado. O Metrópoles teve acesso exclusivo às imagens dos prováveis novos veículos: utilitários Blazer, da Chevrolet.

Um dos modelos foi inspecionado em frente ao comando-geral da corporação nesta semana. A ideia é comprar 400 unidades — 100 ainda neste ano. Novos radiocomunicadores também estão sendo testados. As imagens da Blazer mostram um veículo adaptado para o patrulhamento policial, com o cubículo destinado ao transporte de prisioneiros (foto abaixo).

O compartimento conta com encosto e um assento duplo. Também foi isolado por um vidro reforçado, além de terem sido instalados respiradores na lateral. Ainda sem as cores e o brasão da PM, o automóvel conta com outros acessórios, como quebra-mato e rotolight.

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Estudo
O Centro de Comunicação Social (CCS) da PM disse que o processo de escolha ainda não está fechado, embora a PM esteja elaborando uma ata de registros de preços exclusiva da corporação para a aquisição dos veículos. Apesar das imagens, a corporação justificou apontando que a viatura flagrada na frente do comando-geral não tem relação alguma com a aquisição que será feita futuramente.

Entretanto, de acordo com o chefe do CCS, tenente-coronel Antônio Carlos, o Estado-Maior da corporação, um detalhe já está definido: a segurança dos policiais é prioritária. Por essa razão, foi elaborado um estudo para identificar as características ideais das viaturas que serão usadas na aplicação do policiamento ostensivo.

“Foram levados em consideração três diferentes perfis: carros usados para interceptação, acompanhamento e patrulhamento ostensivo”, disse. Os dois primeiros modelos sofrerão alterações na suspensão e no sistema de freios, para evitar capotamentos, entre outros itens de segurança que evite acidentes. “Nosso objetivo é garantir a eficiência e a segurança dos policiais”, destacou o oficial.

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Além das viaturas, a PM está investindo em telecomunicações. A corporação já começou o teste em 5,3 mil radiocomunicadores. Os aparelhos são do tipo móveis — para serem instalados nas viaturas — e de mão, do tipo HT (foto).

Com tecnologia digital, os equipamentos também dispõem de sistema de georreferenciamento. Tanto as viaturas quanto os policiais que estiverem fazendo o patrulhamento terão sua localização apontada em uma das telas de monitoramento.

O recurso deve ajudará a reduzir o tempo de resposta das ocorrências, uma vez que serão acionados os PMs que estiverem mais perto do local do fato.

Acidentes graves
Desde 2012, quando foram compradas, as viaturas Pajero se envolveram em pelo menos 20 capotamentos durante o policiamento nas ruas do DF. Em um desses acidentes, um policial militar morreu durante perseguição a um carro roubado. O acidente que tirou a vida do cabo Renato Fernandes da Silva, 37 anos, ocorreu na tarde de 5 de fevereiro deste ano, na BR-070, sentido Águas Lindas (GO), próximo à Barragem do Descoberto. O militar estava na corporação havia 13 anos. Ele não resistiu, mesmo após as sucessivas tentativas de reanimação feitas pelos bombeiros.

Um dia antes do incidente com o cabo Renato, duas viaturas da PM capotaram no Setor Bancário Sul, perto do Banco CentralAté a morte do servidor da PM, dos capotamentos registrados, em apenas um houve policiais que ficaram gravemente feridos. Na tarde de 4 de setembro de 2013, o sargento Adriano Ricardo Ferreira teve o antebraço amputado após tombar a viatura que dirigia durante uma perseguição policial. O acidente ocorreu na L4 Norte.

Naquele episódio, o militar estava acompanhado de outros dois companheiros durante a operação, quando perdeu o controle em uma curva e capotou o veículo. As vítimas ficaram presas às ferragens e receberam os primeiros socorros no local. Os bombeiros levaram os três policiais ao Hospital de Base, mas apenas o sargento Ferreira precisou ser internado.

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