PM do DF morto com tiro no peito se preparava para receber amigos em casa

Antes de ser abordado por assaltantes, militar enviou mensagem para amigos chamando para uma confraternização

atualizado 17/11/2020 14:55

PMDFReprodução

O policial militar Walisson Holanda Fernandes (foto principal), 28 anos, se preparava para receber amigos em casa, na QNP 17, em Ceilândia, quando foi abordado por dois assaltantes. Ele trocou tiros com os bandidos e acabou sendo atingido no peito. O militar não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. O crime foi registrado como latrocínio na noite dessa segunda-feira (16/11).

Em depoimento aos investigadores da 19ª Delegacia de Polícia (P Sul), um amigo de infância do PM afirmou que mora na mesma rua da vítima. Detalhou que Walisson tinha o costume de convidar os amigos para se reunirem e beberem cerveja em sua casa pelo menos uma vez na semana, quando estava de folga.

Nessa segunda,  policial mandou mensagem ao amigo, por volta das à 17h50, dizendo: “Cola … tomar uma”. Às 18h48, a testemunha respondeu que estava terminando de estender umas roupas e já estava indo. Minutos depois, ele ouviu vários disparos de arma de fogo.

O homem saiu rapidamente de sua casa e viu dois indivíduos indo em direção a um Fox branco, que estava parado no final da rua. Segundo ele, o primeiro suspeito corria na frente. O segundo vinha mais atrás, aparentemente machucado na perna, pois mancava muito.

O criminoso que ia a frente retornou para ajudar o ferido enquanto o carro Fox branco os aguardava, descreveu a testemunha. Após os dois entraram no banco de trás, o “automóvel saiu arrancando”.

Os autores foram localizados em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF. O trio foi identificado como: Vinícius Libório da Costa, 18 anos, Valdomiro Ferreira Alves Júnior, 22, e Luciana Sammarco, 29. A mulher dirigia o Fox branco, que deu apoio na fuga.

Testemunhas afirmam que os dois homem anunciaram o assalto e desferiram os tiros que mataram o policial. Dois dos presos fizeram uso do direito constitucional de permanecer calado e se manifestar apenas em juízo. Valdomiro alegou aos agentes que apresenta sintomas de Covid-19 e foi colocado em ambiente isolado dos demais presos. Vinicius afirmou que estava passando no local, foi baleado, desmaiou e, quando acordou, estava preso.

Fuga

Câmeras de segurança, instaladas nas proximidades do local em que Walisson Holanda morreu, registraram a fuga dos assassinos. Na gravação é possível ver o momento em que duas pessoas saem correndo. O flagrante foi registrado às 19h13 dessa segunda-feira (16/11), em Ceilândia.

Os suspeitos queriam roubar o carro equipado com aparelho de som da vítima. Segundo o delegado-adjunto da 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte), Thiago Peralva, o policial viu que os suspeitos estavam encarando e sacou a arma.


“Os meliantes, entretanto, conseguiram sacar a arma antes e desferiram tiros no policial. Mesmo ferido, ele conseguiu revidar e acertou um dos suspeitos na perna”, narrou o delegado.

Os suspeitos foram presos em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do DF, e levados à 19ª Delegacia de Polícia (Setor P Norte).

Veja o momento em que um dos acusados chega à unidade policial:

Policial morto

Depois da troca de tiros, o soldado ainda foi levado para o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) inconsciente e em estado grave, mas não resistiu e morreu alguns minutos depois de dar entrada na unidade hospitalar.

Lotado no 20º Batalhão de Polícia Militar, no Paranoá, o soldado tirou folga do trabalho nessa segunda-feira. Segundo informações da PMDF, ele e um amigo estavam na porta da casa do policial quando os acusados chegaram em um Fox branco e anunciaram o assalto. Walisson reagiu e foi baleado duas vezes, na altura do peito.

O velório de Walisson acontecerá nesta quarta-feira (18/11), na capela 2 do Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, das 9h às 10h30. O sepultamento está marcado para as 11h.

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