Operação Luz na Infância: três acusados de pedofilia são presos no DF

Quinta fase da operação ocorreu no Distrito Federal, em mais 14 estados e seis países. São, ao todo, 105 alvos

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atualizado 04/09/2019 12:17

Uma operação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) em parceria com a Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), coordenada nacional e internacionalmente pelo Ministério da Justiça, cumpriu, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (04/09/2019), sete mandados de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de alimentarem um esquema criminoso de difusão de pornografia infanto-juvenil. Três pessoas foram presas no Recanto das Emas, em Sobradinho e Ceilândia.

A quinta fase da Operação Luz na Infância foi deflagrada em 14 unidades da Federação e no Distrito Federal e executada por 656 policiais. Na capital do país, os alvos residem em Samambaia, Ceilândia, Santa Maria, Recanto das Emas, Guará e Sobradinho. As equipes procuram arquivos com conteúdos relacionados a crimes de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes.

Desta vez, outros seis países também deflagraram a operação de combate à pedofilia. São eles: Estados Unidos, El Salvador, Chile, Equador, Panamá e Paraguai. Ao todo, são 105 alvos suspeitos. Os do DF foram levantados, de forma inédita, pela DRCC. A polícia prendeu no total 31 suspeitos.

A operação foi intitulada Luz na Infância por serem bárbaros e obscuros os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Os acusados deste tipo de delito agem, em geral, na internet.

A Polícia Federal também participou da ação, com cerca de 80 agentes, que saíram às ruas para cumprir 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Amapá, Maranhão, Alagoas, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.

Em 20 de outubro de 2017, o Ministério da Justiça deflagrou a primeira fase da Operação Luz na Infância. Na ocasião, as autoridades mobilizaram 1,1 mil agentes para cumprir mandados de busca e apreensão, em 24 estados e no DF.

A pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão; de 3 a 6 anos por compartilhar; e de 4 a 8 anos por produzir arquivos relacionados aos crimes de exploração sexual.

Entorno

Na segunda fase da operação, em maio de 2018, um agente socioeducativo de 47 anos, e um professor do ensino médio, 42, ambos moradores de Valparaíso (GO) e lotados no Distrito Federal, foram presos.

Com eles, a Polícia Civil de Goiás encontrou farto material de pornografia infantil em pen drives, HDs externos, computadores e celulares. Na terceira fase, em novembro do ano passado, a Operação Luz na Infância prendeu 43 pessoas acusadas de pedofilia, sendo duas no DF.

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